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Fundada em 1º de outubro de 1975, na cidade de São Paulo, a Colorado do Brás nasceu da união de amigos e moradores da região que compartilhavam o desejo de promover a cultura popular brasileira e desenvolver ações sociais voltadas às famílias mais carentes da comunidade. Entre seus fundadores estavam José Preto, Dona Marta, Percival, Tino e Tuia, personagens fundamentais para o início da trajetória da agremiação.
O nome Colorado do Brás foi herdado de uma equipe de futebol da qual seus fundadores faziam parte. Com trabalho, dedicação e forte ligação com a comunidade, a escola cresceu rapidamente e conquistou espaço no carnaval paulistano. Reconhecida como Entidade de Utilidade Pública, a agremiação também ganhou destaque pelos projetos sociais desenvolvidos ao longo dos anos, incluindo o Projeto Kinderê, responsável pela formação profissional de diversos moradores da região.
Na década de 1980, a Colorado viveu um período de ascensão meteórica. Após conquistar três acessos consecutivos, alcançou o Grupo Especial em 1986. Pouco tempo depois, em 1988, apresentou um desfile que ainda hoje é lembrado como um dos mais marcantes da história do carnaval de São Paulo, consolidando seu nome entre as grandes escolas da cidade.
Em 1991, a escola conquistou uma importante vitória ao obter um espaço social na Rua Carlos de Campos, no bairro do Pari. A nova sede fortaleceu os trabalhos da comunidade e contribuiu para o retorno da Colorado ao Grupo Especial nos carnavais de 1992 e 1993. Entretanto, no fim da década de 1990, a agremiação enfrentou um período de dificuldades provocado por administrações conturbadas, que resultaram no encerramento de projetos sociais e na perda de sua quadra.
A busca por uma nova estrutura continuou e, em 2008, a escola recebeu um espaço na Rua Miguel Paulo Capalbo, também no Pari. O local simbolizava a esperança de retomada dos projetos sociais e do crescimento no carnaval, mas acabou sendo transformado em praça pública, deixando novamente a Colorado sem uma sede para desenvolver suas atividades.
Mesmo diante das dificuldades, a escola não desistiu. Em 2011, conquistou o título do Grupo III e deu início ao caminho de volta ao Sambódromo do Anhembi. No ano seguinte, com um desfile de destaque, obteve o vice-campeonato e retornou ao Polo Cultural Grande Otelo após três anos afastada. Em 2013, voltou ao Grupo de Acesso, marcando seu retorno ao grupo das principais escolas de samba da capital paulista.
Nos anos seguintes, a Colorado consolidou sua recuperação. Em 2014, realizou um desfile emocionante e garantiu a permanência no Grupo de Acesso com a quinta colocação. Em 2015, mesmo enfrentando uma forte chuva durante todo o desfile, demonstrou garra e superação, repetindo o quinto lugar. Já em 2016, apresentou um espetáculo marcado por alegorias grandiosas, fantasias elaboradas e forte desempenho de seus componentes, assegurando mais uma vez sua permanência na disputa.
Em 2017, a escola levou para a avenida o enredo “Luz, Câmera e Ação… A Colorado apresenta: A Roliúde do Sertão”, inspirado no universo cultural nordestino. O desfile conquistou público e jurados, garantindo o terceiro lugar no Grupo de Acesso.
O grande momento da retomada aconteceu em 2018. Com um enredo que homenageava os Orixás, o Candomblé e as raízes africanas, a Colorado realizou um desfile vibrante e emocionante, conquistando o vice-campeonato do Grupo de Acesso. O resultado garantiu o retorno da escola ao Grupo Especial após 25 anos de ausência.
Em 2019, a Colorado do Brás voltou a desfilar entre as principais escolas de samba de São Paulo com o enredo “Hakuna Matata, Isso é Viver”. A apresentação celebrou a cultura, os costumes e as tradições do Quênia, transmitindo uma mensagem de liberdade, alegria e esperança. Mesmo enfrentando chuva durante parte do desfile, a agremiação realizou uma apresentação segura e conquistou sua permanência no Grupo Especial, reafirmando sua força, tradição e capacidade de superação.
Ao longo de sua história, a Colorado do Brás construiu uma trajetória marcada pela resistência, pelo compromisso social e pela paixão pelo samba, tornando-se uma das mais tradicionais e respeitadas escolas do carnaval paulistano.
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