::.. CARNAVAL 2000 - G.R.E.S. COLORADO DO BRÁS................................
FICHA TÉCNICA
Data:  06/03/2000
Ordem de entrada:  5
Enredo:  As Amazonas, Guerreiras no Mito, Guerreiras na Vida
Carnavalesco:  Eduardo Caetano
Grupo:  1A
Classificação:  1º
Pontuação Total:  201,0
Nº de Componentes:  1200
Nº de Alegorias :  4,
Nº de Alas :  12
Presidente:  José Carlos Amaral da Silva
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Adamastor
Intérprete:  Fred Vianna
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Luizinho
Porta-bandeira:  Rosangela
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

COLORADO DO BRÁS

COMPOSITORES: MAURINHO DA MAZZEI/ TCHELLO LIMA/ FRED VIANA/ ANDERSON SALGADINHO

 

LINDA MULHER FACEIRA

LUTANDO É GUERREIRA

TEM O DOM DE ENCANTAR

É CONVITE PARA AMAR

 

BRILHA O ASTRO REI

COM SUA FORÇA E BELEZA

OS SEUS RAIOS ILUMINAM O CONTINENTE

ENFEITANDO A NATUREZA

AMAZONAS 

ENCANTARAM OS ESPANHÓIS

COM A SUA OUSADIA

COM CORAGEM DEFENDIAM AS RIQUEZAS

E HOJE FAZEM PARTE DA MITOLOGIA

 

OLHA NO LAGO DA LUA, EU MERGULHEI

LÁ NO FUNDO SUA SORTE, EU ENCONTREI

NA FORMA DE PEIXE SEU JADE EU FIZ

AGORA VAMOS SER FELIZ

 

HOJE A MULHER SE DESTACA

EM TODOS SEGMENTOS SOCIAIS

MOSTRANDO AO MUNDO SEU VALOR

É UM MISTO DE AMOR E PAZ

QUINHENTOS ANOS

NA HISTÓRIA DO NOSSA BRASIL

 

SAMBANDO A COLORADO

VEM DANDO O SEU RECADO

CANTANTO A MULHER DO ANO 2000.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Eduardo Caetano

 

PARTE 1

O Sol com toda sua formosura no tamanho e força, não perde sua beleza, beleza essa comparada às guerreiras de Capadócia, as Amazonas. Outros sóis que iluminaram e iluminam o mundo com sua coragem, luta e alvor, tornando-se verdadeiras mulheres maravilhosas que assim como o Sol, guiam com seus raios outros pequenos sóis que seguem diversos caminhos e crescem grandes, grandes e fortes como as amazonas.

Frei Gaspar de Carvajal, cronista de viagem, relatou o encontro que Francisco de Orellana e seus companheiros teriam tido com as Amazonas, em 1541 aqui na América do Sul. Levados pelo espírito de aventura à procura do lendário país de Canela e também pela necessidade de arranjar mantimentos, os espanhóis enveredaram por um braço do Rio Napo e ali encontraram a tribo das Amazonas. Sob uma única rainha, residiam em muitos povoados, mulheres de alto porte, seminuas com cabelos longos que manejavam com habilidade o arco e a flecha. Seu território era rico em ouro e prata, adornavam-se com coroas douradas e viriam afastadas dos homens, salvo em determinadas épocas em que estes eram convocados para fins de procriação. Poupavam as meninas recém-nascidas, as pequenas flores, as quais seriam preparadas para se tornarem grandes Amazonas, eliminando os meninos ou devolvendo-os aos pais depois de um ano. Outro padre espanhol, Alonso de Rojas, foi quem deu o nome tradicional as altivas mulheres guerreiras encontradas nas margens do Rio que Pinzón tornou-se Rio Amazonas. Com o tempo, outros viajantes e até cientistas falaram das Amazonas brasileiras.

Mas a tradição é mais antiga, nasceu na mitologia grega, desenvolveu-se na Idade Média, para se implantar na América ao tempo de Colombo. Os gregos foram os primeiros a falar dessas criaturas singulares. Até as batizaram, pois em grego o "A", quer dizer sem, e mazóis significa seios. De fato o retrato clássico das Amazonas é o que as representa como mulheres sem o seio direito. Quando pequenas, mocinhas, deviam queimá-lo ou comprimi-lo com ataduras até que ficasse atrofiado para não dificultar o manejo do arco e lança, suas armas inseparáveis.

As notícias mais antigas a respeito das Amazonas dizem que habitavam um reino pequenino na Região do Ponto, entre a Europa e a Ásia, a Capadócia. Em expedições guerreiras viajavam por terra e por mar, e tais viagens explicam como as referências às Amazonas Asiáticas se entroncam com a lenda Sul Americana e brasileira. Algumas de suas heroínas ocuparam lugar de destaque nas principais obras de literatura clássica, grega e latina, depois nos romances medievais de cavalaria, sendo elas cavalgadoras e grandes conhecedoras de cavalos.

PARTE 2

Faz parte da lenda do Muraquitã - um trabalho de jade (mineral duro compacto esverdeado) encontrado na área do Baixo Amazonas, afirmar que era presente das Amazonas aos homens que as usavam anualmente. Em noites de lua cheia, elas mergulhavam no Iaci-Uaruá, o lago da lua, e retiravam do fundo o jade ainda mole que em seguida moldavam, dando-lhe a forma de peixe, tartaruga, sapo e outros. O possuidor de um Muiraquitã é ainda hoje considerado um felizardo protegido contra infortúnios.

PARTE 3

Na organização social, política e econômica, as mulheres assumem essa postura na necessidade de manter sua família perante as dificuldades, Amazonas que lutam com garras e dentes para defenderem sua família, seu território. Mulheres de fibra, brilhantes que se destacam no trabalho, nos esportes, nas artes e nas lutas do dia a dia. E é esta mulher que está ai frente ao ano 2000 na virada deste milênio de cara e coração aberto ao futuro contando junto a história desses 500 anos de Brasil já que em uma grande nação existem grandes homens e grandes mulheres, grandes Amazonas.

Estamos cercados de mulheres, sempre imponentes com sua obstinada alegria na beleza de um flor, mas com a força de uma guerreira, guerreira esta que nos ensina que na pequena grande obra de nascer, crescer, viver e semear, há, inúmeras lições que devemos ensinar e aprender.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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