::.. CARNAVAL 2007 - G.R.E.S. COLORADO DO BRÁS................................
FICHA TÉCNICA
Data:  19/02/2007
Ordem de entrada:  05
Enredo:  Negro, o grande ventre que gerou seus filhos, atravessando o mar aqui chegou. No esplendor de uma raça, essa cultura germinou
Carnavalesco:  Eduardo Caetano
Grupo:  1A
Classificação:  5º
Pontuação Total:  291,25
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  Antonio Carlos Costa Elison (Ney)
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Clodoaldo
Intérprete:  Nilson Valentim
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Arnaldo
Porta-bandeira:  Sônia Regina
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

Compositores
Compositores: Vitor Gabriel/ Celsinho/ Imperial/ Biel Carioca

 

Aportaram...

As caravelas que cruzaram o além-mar

Trazendo os filhos da mãe África...

Guerreiros, nos grilhões da dor

Elos de uma só corrente

O negro aqui chegou

VendidoS como escravoS

Caminhos são selados pela ambição

Lamentos que ecoam

Germinam as lavouras, propagam reação

 

Lutando, sonhaRam com a liberdade

Heróis renascidos como quilombolas

Buscando a luz de um novo horizonte

Mudaram o curso da história

 

Da fé...

Vem a força de um novo amanhã

Negra cultura teceu ideais...

Vencendo o abismo da exclusão

Semeando o progresso, ergueram a nação

Um povo Afro-genial, com arte soube encantar

Hoje a negritude faz a festa e quer respeito

Cantando contra o preconceito

 

O meu tambor vai ecoar

E um canto negro abençoar

Sou Colorado, resistência da nação

A igualdade em forma de oração.

 

SINOPSE DO ENREDO
Carnavalesco
Carnavalesco: Eduardo Caetano

 

Da África para o Brasil, o sofrimento a escuridão e a humilhação.
A bordo de um navio negreiro, negros trazem consigo toda a magia e cultura de um povo. Povo este que mesmo com todos os problemas “nunca ficou chorando, sempre viveu cantando, fingindo-se de contente”.
Pois para o negro, como qualquer outro ser retirado de sua terra, seu habitat, fica sem cores as flores, sem valor os valores e sem amor os amores.

A Colorado do Brás, mostrará de uma forma alegre e irreverente a batalha dos negros trazidos para cá, que violentamente serviam de escravos aos colonos portugueses. Aqui vencendo, evoluindo, formando civilização, ganhando o respeito à origem comum da raça humana e restando os direitos dos afro descendentes do negro brasileiro.

 

PARTE I: A CHEGADA NO BRASIL

Os portugueses após fracassada a tentativa de usar mão de obra indígena, se voltaram para os negros da África, iniciando um tipo de escravidão inédita, baseada no sub julgamento de seres humanos em razão da cor da pele.
Negros chamados de peças pelos portugueses, aportavam em terras brasileiras com o destino selado, olhares e pensamentos sem saber o que há de vir pela frente. Senhores de engenho em busca de negros fortes, musculosos, para serem bons em serviços pesados.
Estima se que o trafico custou a liberdade a trinta milhões de pessoas deportadas para as Américas, sem contar as que morreram no momento da captura, na triagem ou nos navios de transportes.
De todos os paises americanos, o que mais importou escravos foi o Brasil.

PARTE II: SOFRIMENTO, REAÇÃO E REDENÇÃO

Desde o momento em que foram aportados para cá, seus caminhos já foram selados.
Negros de todos os lugares da África aqui sofreram além da violência física, a violência cultural, através da imposição do idioma português e da religião católica, em detrimento da cultura africana, das suas crenças religiosas e do seu modo de ser.
Eram explorados nas lavouras e nos engenhos de cana de açúcar e, a qualquer manifestação de rebeldia, eram amarrados ao tronco e sofriam todo tipo de tortura.
Não eram só os homens que trabalhavam duro, as mulheres também sofriam nas mãos de seus senhores servindo como amas de leite, que deixavam de amamentar seus filhos para amamentar os filhos de suas senhoras, havias também as mamas secas que cuidavam dos filhos de suas sinhás. Alem do trabalho pesado na lavoura muitas sofreram abusos sexuais por seus feitores.
Como reação a esse sofrimento, dor e humilhação sofridas pelos negros, aumentou o número de fugas e a melhor forma de resistência foi a organização de quilombos, onde eram livres e criavam suas próprias leis.
O mais famoso quilombo, o de palmares, recebeu tantos fugitivos que chegou a ter trinta mil habitantes.

PARTE III: FÉ, CULTURA E VITÓRIA

Os negros aqui plantaram suas culturas. Como forma de religião eles tinham como seus Deuses os Orixás, que através do aumento da miscigenação, nasce o sincretismo religioso das irmandades dos Homens Preto e terreiros de Candomblé e Umbanda, já que no inicio para seus senhores isto era pura feitiçaria, no qual para serem aceitos eram igualados os Orixás com santos católicos.
A fé do povo negro era tanta que com a ajuda de seus Orixás conseguiram forças para agüentar todos os sofrimentos que os perseguiram, sendo até hoje atendidos por preces e obrigações de seus fiéis.
Com o crescimento das economias urbanas, os negros obtiveram grandes vitórias, dentre elas enriqueceram o idioma português e fecundaram a cultura brasileira com seus temperos, ritmos e danças, com a percussão de seus tambores de crioula, maracatus, as congadas, a capoeira, o frevo e o samba.
Em ouro preto a teoria de inferioridade intelectual dos negros, cai por terra, através do primeiro gênio brasileiro, Aleijadinho.
Junto as suas culturas, os negros durante três séculos produziram a riqueza do país, condenados a viver na pobreza. Mas, batalhas e conquistas que foram plantadas no passado por Zumbi dos Palmares, ainda continuam, tentando superar a profunda marca do preconceito racial, que impediu a elevação dos negros em condição de igualdade no país, mesmo sendo assegurado pela constituição brasileira.
Então cabe a nós, cidadãos brasileiros, afro descendentes restaurarmos os direitos de igualdade. Igualdade esta que a Colorado do Brás desprovida de malicia, resgata o encontro da sombra do mundo na escuridão das senzalas erguendo seus braços cheios de desejos de uma vida livre.
“Pois quando chorei, a terra boa e mansa, acolheu-me feito criança. E percorrendo de novo a terra tive a certeza de ter achado Deus. Na esperança do encontro, da minha mão África.”

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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