BANNER 468X60
::.. SINOPSE DO ENREDO ..::
G.R.C.S.E.S. UNIDOS DO PERUCHE - CARNAVAL 2026
Enredo:

O Grêmio Recreativo
Autor: Não Informado

Introdução:
 
-Membranofones:                  
 
Família/percussão.
-Surdo
-Tamborim
-Pandeiro
-Adufe
-Atabaque 
 
É diante desse vasto universo percussivo que pretendo me restringir a um pequeno objeto de estudo pertencente à família dos membranofones, o Pandeiro.
 
Aqui ele chegou pelas mãos dos portugueses, vindo de diversas culturas. Não demorou muito para ser um instrumento sempre presente nas nossas manifestações culturais e mestiças.
 
Se tornou um grande símbolo, instrumento não oficial dessa nação. E se estamos falando de samba, estamos falando de Pandeiro “Terra de Samba e Pandeiro”.
 
O Enredo
 
Logo após a criação, os homens começaram a se agrupar em tribos e clãs. Não sei dizer se antes ou depois disso, a música já estava lá com eles em festejos sagrados ou profanos, para lutos e júbilos. Eram celebrações e rituais para Deuses, para lavouras, para nascimentos e para despedidas. A música sempre foi a maneira de exaltar e agradecer às Deusas, aos Deuses e à Deus.
 
A Arte de percutir se perde no tempo. 
Eram toques.
Eram Vibrações.
Eram Batidas em couros de animais.
As batidas criavam ritmos.
Os Ritmos animavam a alma.
A alma expressava seu contentamento nos movimentos ritmados do corpo.
 
“Sucedeu, porém, que vindo eles, quando Davi voltava de ferir os filisteus, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando, com adufes, com alegria e com instrumentos de música” (Samuel 18:6).
 
Alguns fatos se perderam na história da criação de forma a dificultar uma afirmação. Oriente Médio, Árabes, Fenícios, Mesopotâmicos. Onde será que realmente apareceu o instrumento que alegrava os povos da antiguidade?
 
Seu primeiro nome foi “frame drum” depois conhecido como “Adujes”, até que se espalhou pelo mundo sobre a alcunha de “Pandeiro”, derivado do espanhol “Pandero”.
 
Adufes, pandeiristas, pandeirolas e pandeiros.
Quadrado, meia lua ou redondo. 
Com ou sem fitas. 
Logo difundiu-se pela Europa através de toques dos artistas, ambulantes e Ciganos
Mensageiro do sol, da alegria e da esperança. 
Arauto da chegada de uma nova vida. De um novo caminho.
 
Celebrante do “sempre continuar”
Seu toque expulsa o mal.
Os movimentos de suas fitas multicoloridas flanam no vento levando alegria e a música nas andanças pelo mundo.
Esse é o significado do pandeiro para os ciganos.
 
Os toques rimados do pandeiro atravessaram os mares revoltos. 
Os toques ritmados do pandeiro ajudaram o tempo a passar, alegrando com vinhos e danças, os marujos no mar tenebroso. 
Navegando em águas turbulentas, ele chegou em terras brasileiras vindo pelas mãos dos nossos irmãos lusos.
Na bagagem trouxeram as lembranças das procissões e pastoris, e começo da cultura afrodescendente.
“Brasil, esquentai vossos pandeiros, iluminai os terreiros...”
 
Na terra dos terreiros de encantos e magias, o povo saiu em procissão.
 
“Tudo são folias, pandeiros e zombaria e por traz da cruz ia uma folia e uma dança, para festejar a memória do santo Sacramento, fizeram os homens navegantes”.
 
Corpo.
Sangue.
Eucaristia.
Presença real.
Santíssimo Sacramento.
 
E pela primeira vez, com um pandeiro, os fiéis com profundo respeito celebraram o corpus Christi. 
Não muito distante, nos terreiros iluminados, o pandeiro marcou o ritmo. 
Acompanha o toque dos atabaques para os orixás dançarem.
Celebra e conecta os filhos com as divindades. 
É o homem aqui do Àyiè, falando com o Òrun através dos toques.
 
É o Homem, o pandeiro e a capoeira. 
É o homem, o pandeiro e a folia de Reis.
É o homem, o pandeiro e o Reisado.
Com o passar do tempo o pandeio se embrenhou pelos interiores e recantos mais longínquos do brasil.
Foi se encontrando com as manifestações populares, folguedos e festejos dos
povos, dando seu toque, absorvendo a cultura e se tornando parte delas.
 
“É o meu Brasil brasileiro, terra do samba e pandeiro”.
 
E lá foi ele se moldando ao jeito de cada um.
E lá foram eles moldando o pandeiro com toques da nossa identidade.
E juntos criaram uma riqueza de maneiras para tocar o pandeiro.
 
Ele se tornou amigo inseparável das rodas de chorinho.
Ele virou figura indispensável das rodas de pagode.
Ele não resistiu e caiu no samba.
 
“[na] época o pandeiro era só usado em orquestras. No samba quem introduziu fui eu mesmo, João da Baiana...” 
“... Até então nas agremiações só tinha tamborim e assim mesmo era tamborim
grande e de cabo.”
 
Ele mostrou bravura ao se envolver na luta para impor o samba. 
Aliou-se aos sambistas, os pretos e junto brigou contra todo o preconceito, contra o novo ritmo que nascia nos morros. O ritmo dos pretos. O samba!
Foi perseguido, hostilizado e correu da polícia junto com os sambistas.
Por diversas vezes foi arrancado das mãos de seus donos e confiscado.
Mas, existiu, acabou tornando-se armas de resistência para a cultura afrodescendente 
Venceram!
A partir do samba, o pandeiro seduziu diversos outros ritmos musicais. 
Se tornou um grande parceiro da música brasileira.
 
Personalidade Forte.
Batida inigualável.
Versátil.
Performático.
Mestre de base rítmica!
 
E foi com essa personalidade que esse “gringo” conquistou o Brasil tornando-se um símbolo nacional.
Recebeu reconhecimento e homenagens.
Está nas telas de Heitor dos Prazeres.
Virou estrela nas mãos de Jackson do Pandeiro;
Foi exaltado por Assis Valente sendo “rei do ritmo” e consolidou popularizando a cultura nordestina na música nacional.
Tão grande foi a apropriação brasileira, que desafiou o Tio San.
 
“Eu quero ver o Tio San tocar pandeiro para o mundo sambar.”
 
Brasil Pandeiro.
 
“Brasil esquentai nossos pandeiros, iluminai os terreiros que nós queremos sambar”.
 
Ary Barroso deu cidadania e oficializou a brasilidade do pandeiro na imortal “Aquarela do Brasil”.
Considerada nosso segundo hino nacional.
 
“É meu Brasil brasileiro.
Terra do samba e pandeiro”.
 
Sim, o pandeiro é nosso! E está associado a celebrações, festividades e expressão de identidade cultural, tornando um símbolo de união e alegria.
 
O Peruchinho vai reafirmar a luta que travaram contra o samba, que resistente, saiu vencedor, se tornando o ritmo genuíno desse país!
 
Fala, fala meu pandeiro faz a tua marcação, Carmem Miranda, e mostrou South American Way.
 
Venceu e o ritmo que embala o maior espetáculo que o sambista faz para o mundo. O desfile das escolas de samba.
 
E o Peruche, lindo e trigueiro, vai celebrar com danças e cantos, assim como na antiguidade, ao som dos pandeiros, os seus 70 anos.
 
Venham!
 
Vamos todos tocar um pandeiro, é hora de cantar parabéns para nosso povo da Peruche!

 


HISTÓRIA ::..::DADOS ::..:: CARNAVAIS ::..:: HINO ::..:: CURIOSIDADES
 
 
 


:: SASP - SOCIEDADE DOS AMANTES DO SAMBA PAULISTA ::
WWW.CARNAVALPAULISTANO.COM.BR
SASP - UMA ENTIDADE COM DIFERENCIAL !!

Copyright ©2000-2024 | Todos os Direitos Reservados