Clareia... (Clareia)
No balanço das ondas
Mareia... (Mareia)
Meu olhar de saudade mareia
Atravessei o mar, em busca de encontrar
um novo mundo
meu orixá... me proteja
eu vim de lá
Trabalhar nos campos
Na lida não tinha noite
Na lida não tinha dia
Suportei surra de açoite
Como eu sofria
Pra enriquecer o meu sinhô
Que por ali jamais se viu
Apenas era chamado de São Paulo no Brasil
Ê Ê Nguzu
Aclamei a Ndandalunda em oração
Libertou meu pensamento
Quando meu corpo era escravidão
A semente da liberdade germinou
Brotou minha cultura
Um “caldeirão de tanta mistura”
Que criou raiz
E se espalhou pelos quatro cantos do país
Quilombola sou eu
Tenho força não fujo da luta
Avante “Quilombo Casa Verde”
É hora de vencer essa disputa.
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