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Viajei, pela história neste solo aportei
Paraíso de riquezas e culturas
Batizado por um nobre Português
Negro enfim
Sai da senzala e solta a voz do coração
Reduto de bambas, no pé trás o samba
A maior das campeãs
Vieram, para ajudar na mão de obra
Trouxeram a santa tão famosa
De a mão do homem jamais conseguiu pintar
Liberdade, eu quero viver e ser feliz
Até as ruas desse bairro
Expressa o sentimento que eu quis
Do alto avistavam
Tão bela, esplendorosa, és Bela Vista
Onde a nobreza do café fez sua morada
Virou o coração paulista
Nos bares, curto a nossa boemia
Poemas se transformam em sinfonias
Celeiro de artistas imortais
Vou sim, vou celebrar na passarela
O aniversário de São Paulo
E com a VAI-VAI, com muito orgulho
Eu vou brindar
Canta Paulicéia
Em preto e branco eu faço a festa para você
Quem for da terra da garoa
Vai ao Bixiga ver o samba amanhecer.
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