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Sankofa
Pássaro negro sagrado
Não se deixou escravizar
A voz que não se cala...
"Ananse", o tecelão, quebrou ao chão
A cabaça encantada de "Nyame"
"Adinkras" espalhando em profusão
O saber, conhecimento que deixou raiz
É coisa de pele
A Saracura hoje canta feliz
A liberdade na voz do negro
A nossa fé tá na batida do tambor
De sangue nobre, unidos somos irmãos
Respeitem nosso pavilhão
Sinal de bravura: a pele marcada
Cabelos em ouro trançados
A lealdade “Axante”
Ao rei em seu trono dourado (VAI Vai Vai...)
Com humildade, persistência e perfeição
A arte a eternizar o brilho de nossa nação
Foi fortaleza contra tudo que há de mau
E hoje o Criolé dá seu recado na avenida
Que no Bixiga, o adinkra da minha vida
O samba é imortal
Nosso passado de glórias
Jamais ficou para trás
Sou preto e branco e o Vai-Vai é minha vida
E a Bela Vista feliz
Com a negritude a cantar
“Voltei ao meu lugar”.
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