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A sombra de um Baobá
Vi voar um SANKOFá
Pra falar aos filhos meus
Axé pro meu povo axé
Os tambores vem na fé, na regência de Tadeu...
Saracura, soberana...
há mais de 90 é resistência
Sob olhar resiliência, sagrada sabedoria
Quando Malandro Ananse quebrou a cabaça
o mistério surgia...
Vestiu-se o Axante iluminava
Seu manto bordava
O ouro da minha fantasia...
Vem Baiana ó nega minha
a raiz do Samba é fogo...
Minha alma é verdadeira
Reza a lenda que a bandeira…
É banhada pra Oya...
Na palma da mão
no meio da rua, extremece o arranha céu
O samba continua
Minha cultura milenar...
o resplendor de um novo dia
O negro importa...
Vamos respeitar pro mundo ter mais cor
Sou eu... Herança da bravura ancestral
O filme que marcou a minha vida
E tantos bambas que passaram na avenida
Brilha SANKOFá, e trás de volta a sua origem especial...
Humildemente… da maior campeã do Carnaval
Sou preto, sou raça, sou comunidade
Eu sou o Bixiga, Ancestralidade
Vai Vai é herdeiro do clã imortal
orgulho do Carnaval.
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