|
Seu canto ecoou em romarias
jongos e ladainhas
folias de reis
Eu hoje oferto flores a sua vida
Oh filha de Zambi
Quelémentina
Entoava o som dos escravos
a voz de Valença
que ao mundo encantou
Entoando o som dos escravos
aos pés da Mangueira
encontrou seu grande amor
Olhai por nós, Senhora da Glória
minha negra história
desce a ladeira da opressão
e faz brotar na terra do samba
a negritude nos palcos
morada da minha emoção
Menina, do ventre africano
és Tina, da ginga e do encanto
Da luta fez surgir à aclamação
ser livre é sua vocação
Ooooo meu bom marinheiro
quem te ensinou a nadar?
No mar salgou-se o desejo
de liberdade
com cantos para Oxum e Oxalá
Ooooo ooo Clementina,
cadê você?
"Estou aqui!" Seu grito ressoou!
Levanta meu povo!
O cativeiro acabou!
Rainha Quelé, a voz da cor
a nossa morada reluz seu olhar
vem vadiar com a Mocidade
axé, respeito e igualdade.
|