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“Embala eu” Mocidade
“Sonho meu” vai buscar minha raiz
Viva Jongo, rezadeira e Folia de Reis
Na devoção de alma aguerrida me inspirei
Negra na pele, orgulho do Povo Banto
sua voz se fez ouvir
em cada “canto” do país
De corpo fechado e terço no peito
Em seu caminho a Águia de Madureira
Samba nas veias aos pés de Mangueira
Ô sinhá, ô sinhá “Cativeiro acabou”
Ô sinhá, ô sinhá vim mostrar o meu valor
Odoya Senhora da Glória
Ora Yê Yê Ô é Conceição
Kaô Xangô, Oxalá Epababá
Salve a “Casa Santa” onde nasceram tantos sambas
De lamento, orgulho esperança
Da raça, manifesto cultural
Mulúduri Zambi, raiz imortal
A negritude se orgulha na sua obra se inspira
E canta...
Não Vadeia Clementina!
“Vadeia, vadeia”, deixa vadiar
moro na roça sou cultura popular
E na Morada do Samba
eu finco a minha bandeira
Rainha Quelé, brasileira.
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