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Sou eu... Desperto no orvalho da manhã
No ventre da mãe terra guardiã
Herança sagrada dos ancestrais
Eu sou... O sopro que espalha o afÃ
Essência do rito xamã
A força dos tribais
No templo verde da esperança
DesÁguo o bonança, entre rios e cascatas
Sou o remédio que cura a dor...
Nas folhas o esplendor das matas
“Macera” na fé... Mandingueiro
Num banho de axé no terreiro
Sagrado, profano, misterioso divino
Sou Eu que “purifica” o destino
Trago sabedoria em minhas mãos
A magia que vem do chão
E reza pra todo mal afastar
Um elo que não vai se quebrar...
Vou (ooo) a vida proteger
É sobrenatural meu poder
É hoje, vai ressoar o tambor
Para evocar e celebrar o griot
Ervas pra benzer... Benzer
No poder de curar... Curar
Lá vem a Batucada, chegou Imperial
É carnaval.
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