::.. CARNAVAL 2001 - G.R.C.B.S. FOLHA VERDE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  27/02/2001
Ordem de entrada:  6
Enredo:  Mascarada
Carnavalesco:  José Dionísio Schiaranda
Grupo:  BLOCOS - Especial
Classificação:  8º
Pontuação Total:  140,0
Nº de Componentes:  800
Nº de Alegorias :  2
Nº de Alas :  7
Presidente:  Luis Carlos Pierrot
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Edvaldo e Mestre Guilherme
Intérprete:  Ivan, Bola 7 e Tostão
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  -
Porta-bandeira:  Regina Márcia (Tetéia)
SAMBA-DE-ENREDO

FOLHA VERDE
COMPOSITOR: JUCA BALA

 

AH! LEVANTA A GALERA

E VAMOS SAMBAR ATÉ O DIA CLAREAR

TÔ DE MASCARADA NA AVENIDA

NESSA FESTA POPULAR

 

ALÔ A HORA É ESSA

O FOLHA VERDE CHEGOU

COM ADEREÇO E POESIA

NA MASCARA DE ANTIGOS ANCESTRAIS

OS ÍNDIOS SE PINTAVAM

COMO A INGÊNUA NATUREZA

ENTÃO O HOMEM CRIOU A NOVA PERSONALIDADE

CARICATURA E ARTESANATO É DIVERSÃO

 

SOU UM GUERREIRO NA ARTE

E FAÇO MEU CARNAVAL

EU tô nA FESTA DO TEATRO NACIONAL

 

E ASSIM COM PAZ, AMOR E ALTO ASTRAL

CONFIANDO NA JUSTIÇA

SEM DISFARCE DESIGUAL

QUANDO A IMUNIDADE SE ACABAR

EM FESTA IRÁ SE TRANSFORMAR

 

VOU DE MASCARADO

NA MAIOR REVOLUÇÃO

AO SOM DA BATERIA

VOU COM MUITA EMPOLGAÇÃO.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Dionísio Charanda

 

Máscaras, muitas máscaras, seja para uma festa de temporão à fantasia, para um carnaval ou para um baile. Para o homem a fantasia não representa somente teatro e folia; representa, também, seus mais íntimos anseios de liberdade no seio da sociedade em que vive.

Máscara, adereço de pureza e poesia, em forma de lua, de sol ou de estrelas; ingenuidade em forma de natureza, herança dos nossos mais remotos ancestrais. Máscaras da vida e do disfarce, do anonimato e da liberdade; máscaras múltiplas do meu pseudo "eu", falso por imposição social, econômica, cultural... Múltiplas faces do meu verdadeiro "eu".

É a máscara pelo homem, à medida que ela o despe dos seus recalques e falsidades e traveste com uma nova personalidade, fazendo-o assumir, assim, ainda que por breves instantes, aquilo que deveria ser sua identidade verdadeira.

Também, é o homem pela máscara, objeto de artesanato e arte que, em dias sem trabalho e sem pão, transcende os limites das habilidades manuais, ganhando as feiras e praças do artesanato da vida, na esperança de ganhar alguns trocos para garantir a sobrevivência.

Trágicas na Grécia, as máscaras ainda hoje continuam tão iguais no teatro da sociedade brasileira, à medida em que esta se vê à mercê de políticos e doutores da lei que não precisam das fantasias de um carnaval para exibir suas faces negramente mascaradas de "irmãos metralha".

Assim é que existe espaço para as "máscaras da mentira", resultantes do casamento entre a justiça cega com o boneco Pinóchio, aquele que, à medida em que mentia, via seu nariz e orelhas crescerem. É, mais uma vez, o homem negando sua verdadeira identidade, se travestindo, se transformando.

E nessa infindável dança de faces e disfarces é que vamos nos deparar com o homem de hoje como que a imitar os primitivos homens da história, ao pintar sua cara de verde e amarelo, não para ressuscitar uma cultura tribal mas, sim, para exercer seu direito e dever de cidadania.

Há, ainda, um outro casamento: o das máscaras com o carnaval; carnaval de máscaras negras de folia e poesia, cantadas lá nos decantados bailes de Veneza mas, também, negras de carrascos medievais quanto negras são hoje na violência urbana deste país.

Diante disso, nos lembramos, então, da alegria e da tristeza, não somente para exprimir a essência do teatro arte e representação cênica mas, oportunamente, também para sintetizar o teatro da vida, da nossa pobre vida de verdades, ironias, tristezas e alegrias que a comunidade "folha-verdeana" vem mostrar na madrugada de mais um carnaval, antes que tudo se torne em cinzas.

São "folhas verdes" na avenida, de máscaras travestidas de alegria, de tristeza, de folia e poesia, onde fantasiar é preciso para que o homem solte sua fantasia e refaça sua harmonia consigo mesmo e com a criação.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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