::.. CARNAVAL 2000 - G.R.C.B.S. FOLHA VERDE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  não consta
Ordem de entrada:  não consta
Enredo:  Aruenda
Carnavalesco:  José Dionísio Schiaranda
Grupo:  BLOCOS - Especial
Classificação:  6º
Pontuação Total:  172,5
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  não consta
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  Luis Carlos Pierrot
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Edvaldo, Mestre Guilherme e Mestre Guilherme
Intérprete:  Ivan e Wilson
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

FOLHA VERDE

COMPOSITORES: FAUSTINO ROSA SEVERINO/ NEIZINHO POETA/ DIGÃO/ DU DO CAVACO

 

Ô! NOSSA SENHORA

NOSSO FOLGUEDO VAI COMEÇAR

ABENÇOE NOSSA BANDEIRA

QUE O FOLHA VERDE VAI PASSAR

 

ARUENDA, É FESTA, É TRADIÇÃO

TEM BANDEIRAS TÃO BRILHANTES

CADA QUAL UMA NAÇÃO

A CALUNGA E A BAIANA A GIRAR

AO SOM DOS ATABAQUES E CONGAS

VEIO DO MARACATU ESSE LEÃO

COROANDO MAIS UMA NAÇÃO

 

O NEGRO TRANSFORMOU

SOFRIMENTO E DOR, EM DANÇA

E A CORTE DECRETOU

QUE A LIBERDADE CHEGOU

TRAZENDO AMOR E ESPERANÇA

 

LÁ DA COSTA AFRICANA EU VIM

NO ENGENHO O TRABALHO NÃO TEM HORA

A CANA VERDE MOEU VIROU AÇÚCAR

É MAIS DOCE SEU AMOR LINDA SENHORA.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Djhoni Chiaranda

 

INTRODUÇÃO

Da captura, na costa africana, aos dissabores no cativeiro e à fuga da senzala, todos estes sofrimentos somados dariam por resultado a destribalização, ou seja, a separação do negro de sua tribo, tirá-lo do meio de sua gente.

Negros todos eram, mas não da mesma etnia; daí, o fato de não terem podido conservar os caracteres próprios de suas vidas tribais e culturais.

Em meio a tudo isso, é claro que houve um grande momento de confusão, mas a dor, que a todos afetou, serviu também para unir os indivíduos das mais diferentes origens étnicas.

Entretanto, a grandiosidade desse "negro sofrimento" conseguiu que as duas forças opostas - a destribalização e a luta entre "nações" se compusessem, resultando assim num refúgio "canto e dança", onde o negro se entregava então às danças e às cerimônias religiosas como um calmante, um remédio para suas dores e aflições e, dentre essas danças, a "Aruenda", que o G.R.C.B.S. Folha Verde vem resgatar no carnaval da aurora de um novo milênio.

SINOPSE

Aruenda - folguedo (dança) popular, semelhante ao Maracatu, praticado durante o carnaval na cidade de Goiana, em Pernambuco, e no qual participavam os negros descendentes dos escravos vindos de São Paulo de Luanda na costa da África.

Dançavam, inicialmente, defronte a um templo católico romano, geralmente dedicado à "Nossa Senhora do Rosário dos Negros", e, somente depois de terem cumprido com esta obrigação religiosa é que os adeptos da Aruenda se apresentavam no triduo carnavalesco, trazendo à frente do seu séquito vistosas bandeiras representativas de suas "nações".

Tal qual no Maracatu, que lhe exerce fortes influências, na Aruenda também encontramos: a Dama do Paço, o Leão ou Rei e as bandeiras, símbolo de cada haste ou "nação".

Dama do Paço - esta personagem representa uma acompanhante de honra da Rainha; portanto, é a "Dama do Paço" palaciana, sem a qual não se inicia o folguedo, pois assim como no Maracatu, onde são apresentados dois calungas (bonecos) para a louvação popular antes de ter início a dança, na Aruenda também se faz imprescindível a calunga "Boneca Erondina" a quem são dirigidos os cantos laudatórios no adro de um templo católico.

Leão Coroado - outra figura chave deste folguedo representando a realeza, sempre presente nos Maracatus - "da Nação de Porto Rico, da Nação de Cambinda Velha, da Nação do Elefante, da Nação do Leão Coroado", e de forte influência na Aruenda.

Bandeiras das Nações - representativas dos grupos étnicos variados, vindos da costa africana para o trabalho escravo nos engenhos de açúcar e outras culturas da época, sendo as "nações" conservadoras de seus nomes primitivos, ou seja: "Cambinda (ou Cabinda) Brilhante" - Estrela Brilhante, "Cambinda do Porto" - Estrela do Porto, "Oriente Pequeno", "Iaiá Menina" - Senhora Menina, "Iaiá Pequena" - Senhora Pequena.

Ainda, o Aruenda apresenta outras figuras secundárias, sem preocupar-se com uma estrutura de enredo, herdadas dos Maracatus, como por exemplo um grupo de baianas (na época era um grupo de homens negros assim vestidos), grupos de índios nativos da região de Goiana em Pernambuco, grupo de batuqueiros que com seus tambores, atabaques e gongás executavam o som necessário para justificar a dança e, ainda, um grupo de embaixadores e fidalgos para representar a corte e seu poder político que, juntamente com a autoridade da Igreja, procuravam até incentivar a destribalização e a luta entre os grupos étnicos, como meio de não deixar ao negro um momento de reflexão onde pudesse se rebelar contra o sistema escravagista que lhe era imposto.

Tendo os poderes Governo e Igreja conseguido seu objetivo comum, restou o aniquilamento pela força da animosidade instigada entre as "nações".

Assim, somente restou a Aruenda de "Iaiá Pequena" para contar a história do que foi esse folguedo em Goiana, uma das mais antigas cidades do Brasil, onde os escravos foram libertos antes mesmo da "Lei Áurea".

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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