::.. CARNAVAL 1996 - G.R.C.B. VOVÓ BOLÃO................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/1996
Ordem de entrada:  9
Enredo:  Aqui Reina o Reisado
Carnavalesco:  Raul Diniz
Grupo:  BLOCOS - Espera
Classificação:  5º
Pontuação Total:  107,0
Nº de Componentes:  400
Nº de Alegorias :  2,
Nº de Alas :  5
Presidente:  Davi Tadeu Moreira dos Santos
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Carlos Alberto Alves - Didio
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Não Possui
Porta-bandeira:  Eliana
SAMBA-DE-ENREDO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITOR: CARLOS ALBERTO ALVES

 

MESMO NO INFINITO

VEJO A IMAGEM DE VOCÊ

TUDO É TÃO BONITO

VOVÓ BOLÃO SINTO ALEGRE NO MEU CORAÇÃO

 

JÁ AMANHECEU

CHEGOU A NOSSA HORA

CORAÇÃO TEM QUE AGÜENTAR

NINGUÉM VAI ME SEGURAR

CANTA VOVÓ NO REISADO AGORA

 

ESPALHOU PELO SERTÃO

UM BRAÇO FORTE NA COLONIZAÇÃO

FEZ HISTÓRIA É CULTURA

COM A MISCIGENAÇÃO

 

NO BRASIL – COLÔNIA

COM O REISADO ME ENCANTEI

AO RELUZIR DA ESTRELA GUIA

BATE  SINO DE BELÉM

 

ME LEVA ESSA PAIXÃO

VEM NO EMBALO DESSA EMOÇÃO

ME LEVA TRADIÇÃO

TEM SANFONEIRO ARRASTANDO MULTIDÃO

 

VESTIDO EM MINHA FANTASIA

SOU O FOLCLORE NESTA FESTA POPULAR

EM ORAÇÃO E DEVOÇÃO

LEVO ALEGRIA AO POVO DESSE LUGAR

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

O panorama folclórico brasileiro é muito vasto. Por isso é difícil apresentar, em poucas palavras, uma visão integral dessa imensidão. O folclore estuda a expressão do sentir, do pensar, do agir, do ser social, do homem na sociedade em que vive.

Somos um país em desenvolvimento. Em mudança e progresso. Portanto é um erro dizer que uma área ou região é mais rica em folclore do que a outra. Para esse ano, o Bloco Carnavalesco Vovó Bolão, pretende apresentar um pouco da riqueza da nossa cultura popular que contou com a contribuição desde a exploração do pau-brasil, a cultura do açúcar, o boi que em passos lerdos ajudou a ganhar o serão, os garimpeiros, o café, os colonos com sua miscigenação de línguas e costumes. Os índios, os negros e os brancos contribuíram muito nos fatos folclóricos, graças à interação e a manifestação da vida popular em sua tonalidade.

O Reisado foi introduzido no Brasil-Colônia pelos portugueses. É um espetáculo popular das festas de Natal e Reis, cuja ribalta é a praça pública, a rua. No Nordeste, a partir de 24 de dezembro, saem os vários Reisados, cada bairro com o seu, cantando e dançando. Os músicos tocam sanfona, pandeiro, caixa de guerra e zabumba. Ao chegar nas portas das casas ou na praça, cantam pedindo licença. Fazem louvações aos donos da cada ou dos cercados e agradecem os comes e bebes oferecidos. Depois cantam a retirada ou despedida.

Os participantes dos Reisados acreditam ser continuadores dos Reis Magos que vieram do Oriente para visitar o Menino Jesus, em Belém.

O grupo tem uma função religiosa, devocional. É um rancho alegre que sai tocando, cantando louvações, repetindo a história do nascimento de Jesus. Saúdam a quem visitam e pedem contribuições para a festa. Percorrem as cidades nordestinas, com a representação do teatro ambulante, simulando pequenas lutas de espadas entre reis e fidalgos.

No Reisado encontramos alguns personagens que se apresentam também no Bumba-meu-boi. As figuras são variadas: Reis, Rainha, Secretário, Guias e Contraguias, Mestre, Contramestre, Palhaço, Lira, Embaixadores, Embaixatriz, Estrela, Índio Peri e Sereia. A coreografia é muito simples: corrupios, gingados, galopes, pisa-mansinho...

Os chapéus dos participantes são ricamente enfeitados. Há cópias da tiara do papa, reproduções de fachadas de igrejas, com suas torres, etc...

Os chapéus são riquíssimos, daí levarem meses e meses para fazê-los. São as peças mais atraentes: enfeitados de fitas douradas, estrelas e espelhinhos.

Os espelhos não são simples enfeites. Têm uma finalidade mágica. Funcionam como um amuleto. Servem para o choque de retorno: todo o mal, os maus olhados, os maus desejos que baterem nos espelhos, voltarão contra quem desejou...

O fato folclórico é, antes de tudo, vivo e utilizado pelo povo. Os brasileiros têm grande acervo de tradições populares que devem ser conhecidas. Os povos que as esquecem e as desprezam acabam perdendo a consciência de seu próprio destino. Mas ama o povo quem o ama em suas tradições.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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