::.. CARNAVAL 1996 - G.R.C.B.S. UNIDOS DO GUARAÚ................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/1996
Ordem de entrada:  13
Enredo:  Os Imigrantes
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  BLOCOS - Espera
Classificação:  1º
Pontuação Total:  60,0
Nº de Componentes:  200
Nº de Alegorias :  1,
Nº de Alas :  5
Presidente:  Pedro Moreira Filho
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Carlito
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Não Possui
Porta-bandeira:  Adriana A. Evaristo
SAMBA-DE-ENREDO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITOR: ALCEU GUARAÚ

 

VINDOS DE TERRAS DISTANTES

DE MUITO ALÉM PELO MAR

CHEGARAM AQUI OS IMIGRANTES

GENTE QUE VIERAM PRA SOMAR

DA ÁSIA, EUROPA E ÁFRICA

NAVEGANDO DIA E NOITE SEM PARAR

NO PEITO DE UMA GRANDE ESPERANÇA

DE UMA NOVA VIDA COMEÇAR

 

DA INDÚSTRIA A LAVOURA DO CAFÉ

O IMIGRANTE DERRAMOU

SEU SUOR COM MUITA FÉ

 

BRASIL TERRA DE GRANDES RIQUEZAS

QUE A COBIÇA ALHEIA DESPERTOU

EM BUSCA DESTE NOVO ELDORADO

O POVO ESTRANGEIRO AQUI CHEGOU

 

CAI NO SAMBA COM EMOÇÃO

GUARAÚ TRAZ EUFORIA

EXALTANDO A IMIGRAÇÃO

BEM VINDOS...

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

Historicamente, os primeiros imigrantes (pessoas que entram num país estranho para viver nele) que vieram para o Brasil foram os portugueses e os negros africano. Mas esse deslocamento de população não é precisamente imigração, pois o Brasil na época da chegada dos portugueses e seus escravos negros era uma colônia de Portugal. Em nosso país, considera-se que a imigração propriamente dita só começou no século XIX. O marco inicial desse movimento foi um decreto de Dom João VI, de 1808, que permitia a posse das terras estrangeiras. Ainda assim, só dez anos depois, em 1818, chegariam os primeiros 1.682 colonos suíços que viriam a fundar a cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Outra iniciativa importante nesse sentido foi a de fazendeiros como Senador Vergueiro, que em 1847, instituiu um sistema de parceria com os colonos alemães nas suas plantações de café em São Paulo.

Em relação aos objetivos, a imigração no Brasil se divide em dois tipos: a que foi feita em São Paulo, destinada a fornecer mão-de-obra para a lavoura cafeeira sobretudo após a abolição; e aquela realizada para outras partes do Brasil (região sul, Espírito Santo, Amazônia), de caráter povoador, é marcada pelo regime de pequenas propriedades (que gerou uma classe média rural). Em oposição aos latifundiários de São Paulo.

ALEMÃES E ITALIANOS NO SUL

A existência de áreas sem dono - que poderia ser doada aos colonos, um certo interesse "branquear" a população brasileira, a ameaça de incursões armadas vindas do prata foram alguns dos motivos que levaram o governo a promover a imigração no sul.

Problemas políticos e econômicos na Alemanha (guerras de unificação) iriam determinar a vinda de imigrantes para o Brasil. Em 1824, chegaram 1.861 colonos, que se instalaram no loca onde hoje fica São Leopoldo (RS). Mais tarde seriam fundadas outras colônias em Santa Catarina (Blumenau, Joinvile, etc.) e no Paraná. A partir de 1870, a unificação da Alemanha e o conseqüente desenvolvimento econômico viriam interromper esse fluxo migratório.

Provenientes do Norte da Itália - região que sofria os efeitos das lutas pela expulsão dos austríacos, os primeiros italianos chegaram ao sul do Brasil em 1875, e se estabeleceram em Nova Milane (hoje pertencente ao município de Farropilha, RS) e depois se espalharam pela região serrana do Rio Grande do Sul, chegando posteriormente até Santa Catarina (Vales do Itajaí e do Tubarão). O isolamento inicial permitiu a esses grupos preservar seus costumes e tradições. Os colonos praticavam uma diversificada agricultura de subsistência e introduziram novas culturas, como a uva, o centeio, o trigo, etc. Em 1980, a produção de trigo o primeiro cereal plantado pelos colonos - no Rio Grande do Sul era de 1,5 milhões de toneladas. Ainda nesse Estado, a zona colonial italiana era responsável por 70% da produção brasileira de uva (cerca de 400.000 toneladas).

Das oficinas artesanais dos imigrantes surgiria uma industrialização em pequena escala, que viria a dar origem aos grandes centros industriais do Vale do Itajaí (metalurgia, têxteis, malharia, etc.) e da Serra Gaúcha (vinhos, metalurgia, móveis, curtumes, etc.).

SÃO PAULO DO CAFÉ E DA INDÚSTRIA

No final do século XIX, o problema da falta de mão-de-obra na lavoura cafeeira de São Paulo, decorrente da proibição do tráfico negreiro (em 1850) e da abolição (1888), seria superado com a vinda dos imigrantes na maioria italianos e japoneses.

Ao contrário do que ocorreu na região sul, a imigração para São Paulo foi promovida pelos donos das terras, através da ação estatal. Isso só foi possível com a utilização do colonato, tipo de relação de trabalho que combinava pagamento por tarefa, pagamento por participação na produção e permissão de acesso à terra para para plantações independentes.

Em um século, entrarão em São Paulo mais de um milhão de italianos. Só em 1891, vieram 132.326 indivíduos. Em 1900 eles representavam 16% da população paulista, que era 2.282.279 habitantes. Embora tenham vindo para as lavouras de café, os italianos logo se dirigiram para as cidades, onde influíram no processo de industrialização. Em 1901, a maioria dos 50.000 operários da cidade de São Paulo eram italianos. Houve também imigrantes que já vieram para cá com certo capital e, assim, puderam se tornar grandes industriais, como foi o caso de Francisco Matarazzo, fundador de um império industrial.

O contato imediato com a população brasileira facilitou a rápida assimilação: além da introdução de pratos típicos (como macarronada, polenta, pizza, rizoto, minestrone, porpetas, etc.), os italianos influíram também na arquitetura (palacetes florentinos na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, etc.).

Começava em 1908, a imigração japonesa, esteve também ligada a expansão cafeeira no oeste de São Paulo. Inicialmente isolados eles chegaram a formar cidades japonesas no interior paulista.

Promovida, numa primeira fase, por cafeicultores paulistas, através do governo estadual, essa imigração passou depois a ser financiada pelo governo japonês. O auge desse movimento migratório ocorreu entre 1921 e 1940, quando entraram no país cerca de 157.000 nipônicos.

Em 1977, a colônia japonesa no Brasil era constituída por 750.000 pessoas, sendo que apenas 150.000 eram isseis (japoneses natos).

A maior concentração se dá em São Paulo (200.000 na capital) o lugar onde mais existe japoneses fora do Japão. Ao contrário do passado quando a maioria se dedicava à agricultura hoje apenas 50% estão nesse setor; o restante se divide entre o comércio (38%) e a indústria (12%).

Os japoneses introduziram várias culturas como o chá e a juta e a pimenta-do-reino. Além disso têm expressiva participação na produção agrícola. Em São Paulo, por exemplo, são responsáveis por quase toda produção de tomate, chá e batata. Só a cooperativa agrícola de Cotia, a maior da América do Sul, fornece 70% de hortifrutigranjeiros consumidos no Rio e em São Paulo.

OUTRAS COLÔNIAS

Em termos quantitativos os portugueses formam o grupo predominante, superando até mesmo os italianos que apareceram em segundo lugar. Desde o século XIX, entraram no país cerca de 1,7 milhão de lusitanos.

Os espanhóis são o terceiro grupo em quantidade de imigrantes. De 1884 à 1973, entraram no Brasil 700.143 espanhóis (13% do total dos imigrantes entrados nesse período) dirigiram-se sobre tudo para São Paulo, mas integraram-se às populações locais, mas não chegando a constituir colônias específicas.

Além dos grupos citados, existiram várias outras colônias. Ainda no século XVIII, registra-se a presença de açorianos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amazônia. No Espírito Santo, os alemães fundaram as colônias de Santa Izabel (1847) e de Santa Leopoldina. Esta última é composta por alemães, vindos da Pomerânia, uma região extinta da Europa e conserva até hoje muitas de suas tradições, inclusive o dialeto falado de Mucuri (1856), e no Rio de Janeiro em Petrópolis. Embora pequena, a imigração eslava (poloneses, tchecos, russos, ucrânios, etc.) foi bastante significativa. Os eslavos localizaram-se na Região Sul, sobretudo no Paraná. Dentre eles, os poloneses são os que mais se destacam em número. Os assírios e libaneses (erroneamente chamados "turcos" porque na época seus países estavam sob domínio da Turquia) entraram por São Paulo e, trabalhando como "mascates", se espalharam por todo país. No Amazonas dominaram quase todo o comércio do período da borracha. A imigração japonesa também esteve presente no Amazonas e no Pará, onde, a partir de 1928, foi responsável pela introdução do cultivo de pimenta-do-reino e juta. Em fins da década de 40, holandeses fundaram as colônias de Holambra, em São Paulo, e de Não-me-toque, no Rio Grande do Sul.

A partir de 1960, a entrada de imigrantes passam a ser alvo de maior controle. Desde então a imigração se restringe aos técnicos, cientistas e pesquisadores, subordinados a uma lista de profissões em que há carência de mão-de-obra no Brasil.

Esta lista não se aplica aos portugueses, para quem basta provar o exercício da profissão por mais de três anos e ser alfabetizado.

Também não se aplica a pessoas de qualquer nacionalidade que transfiram para o Brasil um certo capital, que, em 1980 era de, no mínimo, 100.000 dólares. Em 1980, com aprovação da nova "lei dos estrangeiros", a imigração passou a ser ainda mais controlada.

Todas essas restrições não impediram um recente êxodo de latino-americanos para o Brasil, em virtude de problemas econômico e políticos em seus países de origem. Em 1977, calculava-se que 20.000 argentinos viviam em São Paulo, muitos em situação irregular. No início da década de 80 verificou-se um fluxo de coreanos e chineses, entrados muitas vezes de forma clandestina.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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