::.. CARNAVAL 1996 - S.A.S. FALCÃO DO MORRO ITAQUERENSE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/1996
Ordem de entrada:  9
Enredo:  Kalunga Raiz da Tradição
Carnavalesco:  Pedro Luiz Pinotti
Grupo:  Seleção - A
Classificação:  2º
Pontuação Total:  94,0
Nº de Componentes:  250
Nº de Alegorias :  3,
Nº de Alas :  11
Presidente:  José Verlínio Paulino
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Wagnão da Falcão, Dirceu e Marquinhos
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Gerson
Porta-bandeira:  Yone Paulino
SAMBA-DE-ENREDO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITORES: FILINHO CABEÇÃO/ FLÁVIO SERRADO

 

VINDOS DE TERRAS DISTANTES

POR MARES JAMAIS NAVEGADOS

AO SOM DOS ESTALOS DAS CHIBATAS

ESSES NEGROS OFEGANTES E MALTRATADOS

CHEGAVAM EM SOLO BRASILEIRO

TRANSPORTADOS EM NAVIOS NEGREIROS

COM ADVERSIDADE

NO CORAÇÃO MUITA FÉ

 

ERAM OS NEGROS DE GUINÉ

NASCE AÍ, A ARTE DE UMA RAÇA

O FOLCLORE E A CULTURA POPULAR

SURGIDO DAS SENZALAS

NA ENERGIA DO QUILOMBO DOS PALMARES

 

SE TEM CISCO NO OLHO

O REMÉDIO É KALUNGA

É TIRO E QUEDA, É TIRO E QUEDA

SUCO DE LIMÃO QUE VAI CURAR

 

OS KALUNGAS RAIZ DA TRADIÇÃO

REMANESCENTES DE UMA GERAÇÃO

CULTURAL E DE MUITA ENERGIA

POVO SOLIDÁRIO

PLANTAM, PESCAM E CAÇAM

PRA SOBREVIVER NO DIA-A-DIA

 

SOU FALCÃO

POESIA E SEDUÇÃO

KALUNGANDO NA AVENIDA

EU ARRASTO MULTIDÃO.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

Brasil de tempos atrás.

Ainda ouvimos soar o batuque dos tambores, vindos de uma África distante. Do tempo que por mares nunca antes navegados, chegam ao nosso Brasil, sob o som do estalo do açoite, os mais legítimos representantes, da arte, da raça, e da fé, própria de seres nascidos para a liberdade, os negros da Guiné.

Eram os Cambindas, Gêges, Angolas, Egbas, Yorubás, Quêtos, Congos, Aussás, Ige-chás, Minas, Nagôs e Benguelas. Eram a mais fiel representação da arte e da cultura populares, nascidas do batuque e da cabala, na poeira da senzala, num verdadeiro cheiro do povo.

Era, enfim, o nascimento da arte, da cultura e do folclore brasileiro, surgido sob a proteção dos braços fortes e da energia dos Quilombos e Quilombolas.

Do tempo em que o negro juntando e curriola no medo da senzala, mostrava ao som do primitivo tambor, da maracá, do afoxé e do ganzá, o verdadeiro valor da arte.

É por toda essa força, coragem e rebeldia nascida nos ares de Quilombo dos Palmares. Por toda essa ginga que embala e rebola na suave cadência da negra faceira. Por toda fé que nasce do axé da energia e da raça de um negro da Guiné, que sentimos a necessidade cada vez mais presente, num país sem memória, de comprovar e provar, as verdadeiras tradições africanas, que sobre maneira, influenciaram em nossos costumes sociais.

Vindos d'uma África distante em navios negreiros, sob a força da chibata, chegavam ao Brasil os primeiros escravos.

As senzalas foram suas moradas e o templo maior de seus lamentos.

Ali riam, choravam e até dormiam quando o cansaço assim os permitiam.

E foi através dessa energia e dessa abnegação que no "Vão das Almas" numa das curvas do Rio Paraná, em Goiás, que as fez presente e resistente o último Quilombo é permanecer vivo e forte, honrando seus antepassados numa verdadeira raiz de tradição: Os Kalungas.

A solidariedade é um dos fortes traços da cultura Kalunga: todos se ajudam, fato que certamente contribuiu para o grupo permanecesse unido e isolado por mais de dois séculos.

Os Kalungas pescam e caçam na região da mata nativa e tudo que conseguirem é de uso comum e nada do que possuem é supérfluo. Sabem o valor das coisas.

Kalunga é orgulhoso e altivo, de poucas palavras, mas felizes

O isolamento em que vivem os Kalungas, aliado à herança cultural, fez com que desenvolvesse métodos próprios para medicamentos de cada tipo de problema:se o for cisco no olho ou vista inflamada, é tiro-e-queda, mel de jataí, suco de limão, leite de mulher parida, grão de feijão, e benzer.

O Kalunga tem origem na cidade Estrela do Sul, que no século passado chamava-se Bagagem.

O Kalunga tem como fonte maior de produção a mandioca e seus derivados, nela resiste e subexiste seu sustento. Razão por que, o trabalho une e garante a sobrevivência do grupo.

Desse grupo que se sentem orgulhosos e satisfeitos em sabe que a história deles está inserida no contesto da própria história da cultura brasileira.

Herança maior de nossos irmãos africanos, que famílias inteiras do Triângulo Mineiro, "Kalungam" entre si num dialeto de origem africana, herança dos tempos de escravidão, que ainda se mantém firmes, num verdadeira brado de alerta do "Quilombo das Tradições".

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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