::.. CARNAVAL 1995 - G.R.C.E.S.M.A. SAI DA FRENTE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  26/02/1995
Ordem de entrada:  2
Enredo:  No Mundo Encantado da Magia
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  Seleção - B
Classificação:  8º
Pontuação Total:  72,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  não consta
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  não consta
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  não consta
Porta-bandeira:  não consta
SAMBA-DE-ENREDO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITORES: LUIZ CARLOS A. DA COSTA/ FLAVIO LUIZ SOUZA

 

SEGURA O QUEIXO PRA CABEÇA NÃO CAIR

O SAI DA FRENTE VEM AÍ

 

O MUNDO ENCANTADO DA MAGIA

DE ONDE VEM FORÇA E ENERGIA

NAS TREVAS O REINO SE MOSTROU COM EXÚ E POMBA GIRA

ENTRE ENCANTOS E FEITIÇOS O MUNDO SE TRANSFORMOU

 

NO REINADO DEUSES AFROS

SURGIRAM ENTÃO AS ENTIDADES

 

ERÊ... ERÊ...

GIRA BAIANA TENHO FÉ

QUE NESSA GIRA TEM AXÉ

 

VOU, VOU PRA BAHIA, VOU TOMAR BANHO DE MAR

VOU, VOU PRA BAHIA, VOU TOMAR BANHO DE MAR

(SALVE IEMANJÁ, SALVE OXOSSI)

VOU, VOU PRA BAHIA TERRA DE IOIÔ, ÍAIÁ.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autores: Alcides Lemos e Luciana de P. Batista

 

INTRODUÇÃO

De acordo com informações de pessoas ligadas a religião africana, longe de ser primitiva, como muitos julgavam apressadamente, ela é bastante complexa, apresentando um verdadeiro pantheon de deuses principais e, intermediários como podemos verificar na infinidade de candomblés na Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Porto Alegre, Recife, etc.

Nossa entidade escolheu este tema, justamente para homenagear nossa "madrinha cambota", sem entretanto aprofundar-se na dogmática religiosa e muito menos no sincretismo religioso, que assimilou os orixás com os santos católicos.

Usando de todas as imaginações, levamos ao povo estes deuses uma concepção toda sua em formas estilizadas objetivando a beleza plástica visual e, sobretudo, o impacto do espetáculo.

EXPLICAÇÃO DO TEMA

O Sai da Frente, neste carnaval, realizará uma festa na avenida. "Ao Mundo Encantado da Magia". O povo e os orixás são os convidados de honra. O povo em toda extensão da avenida, participa da festa que é dele. Canta, aplaude e vibra no centro, no tapete negro da avenida, com seu manto negro que encarnados no próprio povo, pois a Sai da Frente é o povo, contagiam com sua festa.

Os orixás são a própria vida de cada um, pois eles são a essência da natureza cada qual virá com sua força, mensagem e coisas do seu reino. Os autores misturando arte e criatividade, provocará uma explosão de luzes, beleza e cores, como sugere o próprio tema.

ABERTURA

Soam os atabaques. O som frenético da bateria se faz ouvir. A uma só voz eleva-se um coro. Movimento de luzes. É a natureza, com seus mistérios que sintetiza, tornando-a forma de gente. O próprio tempo é desvirginado pela mão do artista, aquela fração de tempo que ninguém viu, nem sentiu, enfim não foi percebido pois, repentinamente abriu-se uma porta e, em todas as mentes estabelece-se um mito de fantasia, realidade e mistério.

INÍCIO DO DESFILE

E é neste primeiro instante de encantamento que o povo vibra. Agitam-se tridentes. Saldão "salve" nossa madrinha Cambota, salver Sr. San, salve Ogum, salve a bateria.

São quem abre o festejo. Eles são quem garantem a frente do cortejo, que tudo fará a contento. Vem abrindo caminho cortando as demandas levando consigo as más intenções. E o povo se agita, antes vendo o espetáculo... Os orixás logo estarão a sua frente (E bom ressaltou, pois a Escola de Samba é um veículo de cultura, que Orixá não é esperto ou alma como muitos julgam, ele nada tem a ver com espiritismo; ele é sim, força natural dos elementos da vida, é a síntese das marcas e forças que nos transcendem), são orixás se apresenta; surge, rasgado com suas magias a barreira das dificuldades do dia a dia. E o guerreiro que existe em cada ser humano abrindo caminho a peito e a ferro.

É Ogam... Ogam lhe patá cori auá negi (a sua saudação). Ogam vem trazendo a mensagem da fé, na luta do cotidiano e o seu domínio é o ferro.

Ogam está presente na primeira luz da aura, quando Exú lhe entrega as ruas e encruzilhadas, por onde haverão de passar, agora milhares de trabalhadores em busca de suas lídes Ogam é isto: essência protetora do que rasga estradas constrói edifícios e ferrovias, planta e colhe, dos pedreiros, ferreiros, metalúrgicos, enfim do homem que constrói o nosso mundo.

Afinal, é ou não uma beleza, descobrirmos os Orixás? Mas, a festa continua, e quem acaba de chegar é Oxosse... (Oke Aro, Odé Golenin Cori Oté Salé) suas saudações: Bonito e inquieto. Jovem, quase menino: apaixonado por Oxum, gerou nela, Logum Edé (vale ressaltar que existem diversos orixás intermediários ou de qualidades, às vezes raras como se costuma dizer nos candomblés, mas não iremos nos aprofundar nestas sistemáticas para não incorrermos em complexidade do tema). Oxosse é o senhor da caça e da pesca. Dele é o reino animal. Comilão por excelência gosta de carnes em geral. Seu reino está nas matas e na intimidade como Oxum herdou o direito de pescar nas águas doces. Carrega arco e flecha "Ofa" e um rabo de boi "Eru".

O cenário muda subitamente na avenida, agora tudo é ouro. O autor da terra, quase em toque de alquimia, traz Oxum... Ora Ye Yeo (sua saudação). A mais bela, a mais faceira. Moça menina que a todos provoca com sua berjerice. Seu reino são as águas doces, rios, riachos e fontes, o seu mundo encantado. Veste-se e dança com graça e cobre-se de jóias, com grande predileção pelo ouro, traz sempre na mão um espelho emoldurado em latão (abebe) como cabo incrustado de jóias e pedras raras. Com este espelho quando voltado para fora, Oxum reflete e faz retornar as intenções de quem o mira.

Turbulência no céu, filigrana em corisco dourados: Eparrê Oia. Saudamos Yansã.

Senhora das tempestades, dom que divide com Xangô.

Quando ela chega a natureza toda se agita, a ventania arranca sons e vozes das matas, corredores e telhados, e Yansã passa comandando o seu séqüito de Eguns (almas penadas ou espíritos) (como disse em princípio Orixás não são espíritos, muito pelo contrário, fazem deles como o diabo da cruz) somente Yansã tem o domínio sobre os Eguns e a sua principal função é afastá-los dos redutos onde são cultuados os demais Orixás. Yansã adquiriu o poder universal sobre os Eguns por ter sido o único Orixá que vencera a morte. Como mulher de Xangô tem grande influência sobre o raio. Ela é o Orixá do fogo, por ter comido às escondidas parte do encanto dado por Oxalá à Xangô.

Atenção meu povo, muita tenção... Pedras e meteoritos enchem a avenida.

Ao coro de vozes, mucha-se o ruge de todos os leões da terra. é a trovoada, povoada de raios, mais fortes agora, pois quem chega é o Orixá da Justiça (Kao-Cabecile, Aziberrê, sua saudação).

É Xangô quem chega, trazendo ao conto do seu "Ox" (machado de dois gumes) a medida exata da justiça, única e verdadeira exatamente entre os dois gumes afiadas e prontos a punir pela lei do universo, a mentira, a calúnia, a inveja, o ciúme, etc... Sobre sua coroa, paira a justiça e a paz social universal.

A festa continua... O povo, já não sabe mais para onde olhar, se para o que já passou ou se para o que vem, ao longe.

Um momento de emoção e homenagem é indispensável a toda festa que se preze. Um momento de profundo carinho, respeito e mistério. Eles se fazem presente, entretanto, não se mostram. Vêm a festa porque amam o povo, mas não gostam muito de festas.

À frente Nanã... Salubá (sua saudação), veio mas não aparece, e todos sabendo que ela está presente. É a divindade das chuvas.. Purificadora da atmosfera. A mais antiga das mães d'água. Esposa mais idosa de Oxalá. Existe há uma enormidade de milênios e já não pertence mais a terra. Ela está agora no conselho do mundo.

A seguir outro importante Orixá é Obaluaé... Atotô (sua saudação) todos lhe têm profundo carinho e respeito. Gostam muito de saudá-lo. É o médico dos negros e dos pobres em geral.

Controla todas as doenças. É muito sério e, da mesma forma que espanta as doenças com o seu xaxará (bastão de palha da costa com xaretas e búzios) ele quando irritado, pode empestear o mundo, espargindo os males que ele carrega em sua cabeça. Obaluaé apesar de muito sério, gosta de dançar o "panize" sua dança.

Prestadas as homenagens a estes dois importantes Orixás, a festa continua. O frescor e o perfume do mar, tornam-se agora, bem acentuados. O marulhar das ondas eleva-se e mistura-se ao canto da festa.

Odoiá... é Yemanjá. Vem rolando como ondas encristada de espumas cintilantes. Tão querida e tão venerada por toda gente no mar que brotou do seu ventre, esta é a sua força. É a rainha do mar, o reino que alimentará a humanidade, a doce mãe do mar, fonte inesgotável da natureza.

Toda a natureza se fez presente a esta festa singular. E quem chega para fechar as cortinas do espetáculo é a própria vida. É a luz que fecunda o vento do infinito. É a apoteose da eternidade. É a explosão, que gerou o universo. É o sol, que leva a vida a todos os recantos. É a lua, as estrelas, o ar, a terra, a água. É a chama que pulsa. É Oxalá... Chevé babá (sua saudação)

A alvorada em festa, o canto dos pássaros, a pureza do Irilê (pombo), a paz do entardecer em sinfonia de luzes da natureza... o bater batente do coração de toda humanidade.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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