::.. CARNAVAL 1996 - S. CACHOEIRA IMPÉRIO DO SAMBA................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/1996
Ordem de entrada:  9
Enredo:  Zumbi Quintino no Quilombo do Jabaquara
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  4
Classificação:  3º
Pontuação Total:  90,0
Nº de Componentes:  500
Nº de Alegorias :  3,
Nº de Alas :  10
Presidente:  José Benedito Amancio
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Valdir Cachoeira, Alemão e Mug. Portela
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Serginho
Porta-bandeira:  Sara Maravilha
SAMBA-DE-ENREDO

PASSO DE OURO
COMPOSITORES: DICA DO IMPÉRIO/ JOÃO DIONÍSIO

 

HOJE...

A CACHOEIRA CANTA

A IMPÉRIO VEM FESTEJAR

EXALTANDO O QUILOMBO

A LIBERDADE ESTÁ NO AR

ZUMBI ILUMINADO

FESTEJA AO MEU LADO

EM MEIO A TANTA EUFORIA

POR ISSO EU VOLTEI SÓ PRA CANTAR

COMO QUILOMBOLA VIVEU LÁ

 

ISSO NÃO É LENDA

NÃO É ILUSÃO

É HISTÓRIA, É REALIDADE

DO TEMPO DA ESCRAVIDÃO

 

VIAJANDO ATRAVÉS DO TEMPO

VOLTEI NO TEMPO

PORQUE O TEMPO NÃO PÁRA

NESSA VIAGEM ME REALIZEI

EU KIZOMBEI NO QUILOMBO DO JABAQUARA

 

LÁ NO QUILOMBO EU PLANTAVA, EU COLHIA

E O QUE SOBRAVA DO QUILOMBO EU VENDIA

 

DANCEI A UMBIGADA

JOGUEI CAPOEIRA, E ME ENCANTEI NA CANTORIA

BEBIDA E COMIDA NÃO FALTAVA

QUILOMBOLA FESTEJAVA E VIVIA EM HARMONIA

 

NÃO VEM CAPITÃO DO MATO

CAIFAZ SABE LUTAR

NÃO VEM CAPITÃO DO MATO

TENHO BALA DE MATAR.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Milton Branco

 

G.R.C.E.S. Cachoeira Império do Samba, apresenta o seu tema enredo a distinta Comissão Julgadora do Carnaval, aos sambistas e ao público em geral; com o objetivo de divulgar a história do Quilombo do Jabaquara no Estado de São Paulo, o maior do sul do país e a sua importância na libertação da escravidão; e das figuras humanas que participaram desta epopéia.

Lei Áurea: em 1888 a Princesa Isabel a redentora assinou a Lei Áurea já nesta época o número de escravos em São Paulo já não era muito elevado.

E isso devido a ação dos caifazes de Antonio Bento de Souza e Castro, que formavam uma sociedade secreta de pessoas de toda a camada social; pretos, brancos, mulatos, ricos e pobres, que num conjunto trabalhavam para a fuga dos escravos das fazendas, escondiam-no e os encaminhavam para regiões onde encontravam trabalho, inclusive em fazendas de proprietários contrários à escravidão. Mas a maioria dos fugitivos iam para o Quilombo do Jabaquara. Na Baixada Santista, que tinha uma população estimada de 10.000 pessoas; como homens livres, esses ex-escravos iam trabalhar no cais do porto de Santos.

O Quilombo do Jabaquara; em Santo situava atrás das terras do fazendeiro Matos Coelho, numa área coberta de matas fechadas e primitivas. Lá começaram a ser escondidos os negros, cujo número se tornou expressivo, necessitando de um chefe que liderasse aqueles homens livres e organizasse a comunidade. Foi escolhido o negro Quintino de Lacerda, que se tornou o Zumbi do Quilombo, que organizou a defesa, um sistema suficiente para impedir a penetração dos capitães do mato atacassem em massa de surpresa, Antonio Bento e seus caifazes os negros Ventania e Bento autores de grandes façanhas que estão na memória do povo montaram um posto avançado de proteção em Zanzalá, junto a Fazenda Ponto Alto.

Quando os negros desciam do planalto para o Quilombo do Jabaquara, a única barreira que interpunha a eles era a Ponte do Casqueiro, onde o Governo destacou forças policiais para lhes cortar a passagem. No entanto, geralmente eles conseguiam fazer a travessia devido ao ideal abolicionista que dominava também muitos homens de farda, conta-se que um dia apareceu lá uma caravana de fugitivos maltrapilhos crianças, velhos e mulheres, sendo impedidos de passarem pela ponte.

Quem comandava a força policial era um sargento do Exército, que mandou formar a tropa e calar as baionetas e afirmou que cumpriria as ordens recebidas, de impedir que qualquer fugitivo cruzasse a ponte.

No Rio Casqueiro já se havia formado um flotilha de barcos do abolicionista, disfarçados de pescadores, que haviam sidos avisados em Santos para se dirigir àquele local para conduzir ao Jabaquara o magote de ex-escravos. Por sinais o comandante deu a entender que pelo rio os mais de 300 negros poderiam passar utilizando os barcos e canoas... E assim aconteceu; todos passaram navegando sobre o leito do Rio Casqueiro.

Vida Social do Quilombo; todo trabalho no Quilombo eram dividir igualmente a todos Quilombolas bem como todos os produtos resultantes deste. Na época da colheita eles dividiam os frutos e trocavam o excedente por óleo e sal com a população de Santos; terminada a colheita eles faziam a sua Kizomba (festa do povo do Quilombo), onde havia fartura de comidas e bebidas, danças do jongo, umbigadas, capoeira, batuque. A festa durava vários dias onde eram relembrados fatos acontecidos com os seus antepassados africanos. Por causa de Antonio e seus caifazes do Zumbi Quintino de Lacerda e os Quilombolas do Jabaquara, na atuação da libertação dos escravos em São Paulo; Rodrigues Alves, que na república governaria São Paulo, por mais duas vezes, seria Presidente da República, enfrentou grande dificuldades com a economia agrícola entrando em processo de decadência por falta de braços, tumultos constantes, as fazendas de cafés viam-se da noite para o dia sem um único escravo para tocar o eito. Isso se dava principalmente na região de Campinas, onde o café dominava a economia no final do século. Quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea era voz comum em São Paulo que se abolição demorasse mais alguns anos não encontraria aqui mais nenhum escravo, pois os caifazes conseguiriam dar fuga a todos eles, e ainda antes que isso acontecesse os escravocratas se convenceriam da inutilidade de continuar mantendo o vergonhoso sistema de exploração do seu semelhante.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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