::.. CARNAVAL 2004 - S. ROSAS DE OURO................................
FICHA TÉCNICA
Data:  21/02/2004
Ordem de entrada:  3
Enredo:  Dos Campos de Piratininga à Grande Metrópole. A História de São Paulo em Monumentos
Carnavalesco:  Fábio Borges
Grupo:  Especial
Classificação:  5º
Pontuação Total:  199,0
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  não consta
Nº de Alas :  20
Presidente:  Angelina Basílio
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Zuca
Intérprete:  Dom Marcos, André Pantera, Adeílton e Polenghe
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  -
Mestre-Sala:  Pascoal
Porta-bandeira:  Ana Paula Reis
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

Rosas de Ouro

COMPOSITORES: NEY MELODIA/ XAVIER/ CRIS VIANNA/ JOÃOZINHO S/A

 

EU SOU A ROSAS DE OURO

HOJE VOU TE LEVAR

PELA HISTÓRIA EM MONUMENTOS

CELEBRANDO ESTE MOMENTO

VEM COMIGO FESTEJAR

EU SOU A ROSAS DE OURO

O MEU PERFUME VAI TE EMBRIAGAR

 

COM ALEGRIA TRAGO ARTE E POESIA 

PRA TE VER SAMBAR

 

PELOS CAMPOS DE PIRATININGA

TUPINIQUINS CANTAVAM E DANÇAVAM AO LUAR

CONTEMPLAVAM A NATUREZA

COM A FARTURA DA CAÇA E DA PESCA DO LUGAR

JESUÍTAS ALI CHEGARAM

FUNDAM SÃO PAULO, NOSSA TERRA DA GAROA

EM VOLTA DA ESCOLA SE FORMOU

AQUELE POVOADO PROSPEROU

DALI PARTIRAM BRAVOS BANDEIRANTES

DESBRAVADORES EM BUSCA DE RIQUEZAS

 

UM GRITO FORTE ECOOU, SACUDIU

AS MARGENS DO IPIRANGA, O IMPERADOR

PROCLAMOU A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

 

A VILA DOS TROPEIROS ATRAIU OS IMIGRANTES

FOI FUNDAMENTAL A IMIGRAÇÃO

NO PROGRESSO, NA CULTURA

VEIO A REVOLUÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO

E A METRÓPOLE SE TRANSFORMOU

UMA NOVA ARQUITETURA

DE UM ARTISTA GENIAL

FELIZ CIDADE MONUMENTAL.

 

SINOPSE DO ENREDO
Carnavalescos
Carnavalesco: Fabio Borges

 

Desde a antiguidade os homens procuram eternizar a história através de obras de arte. Colocadas em espaços públicos, estátuas transmitem à posteridade a memória de pessoas ilustres, e alegorias monumentais reproduzem importantes fatos históricos.

 

São Paulo, a grande metrópole da América do Sul, em celebrações especiais fez construir monumentos para perpetuar a sua própria memória. E na comemoração dos 450 anos da cidade, a Rosas de Ouro, a Escola de Samba que mais cantou a história paulistana, visita esses monumentos, guiada pelo Instituto de Patrimônio Histórico, para rever os principais fatos de Importância Histórica que São Paulo quis eternizar.

 

O Índio com o Tamanduá – Instalada na Praça Marechal Deodoro, essa obra de Ricardo Cipicchia retrata o índio, habitante dos Campos de Piratininga, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, com o Tamanduá, animal muito comum na região.

 

Índio Pescador – Obra de Francisco Leopoldo e Silva, instalada na Praça Osvaldo Cruz.

 

Índio Caçador – Obra de João Batista Ferri implantada na Avenida Vieira de Carvalho, tem o caçador olhando à frente, como a espreitar sua presa.

 

Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo – Criado por Amadeu Zani e instalado no Pátio do Colégio, homenageia os fundadores de São Paulo, retratando aspectos dos primeiros tempos da vila: a 1a missa, a catequese, a defesa da vila pelo cacique Tibiriçá e a Guerra dos Tamoios.

 

Monumento aos Fundadores de São Paulo – Obra de Luis Morrone, situada na Rua Manuel da Nóbrega, homenageia os fundadores de São Paulo através das figuras do cacique Tibiriçá, de sua filha Bartira, do português João Ramalho e do Padre Manuel da Nóbrega, com cenas da 1a missa.

 

Monumento ao Padre José de Anchieta – Criado por Heitor Usai e instalado na Praça da Sé, é uma homenagem a um dos fundadores de São Paulo, o jesuíta escritor que seria conhecido como o “Apóstolo do Brasil”.

 

Monumento às Bandeiras – Obra monumental do escultor Victor Brecheret, esse monumento consumiu quase trinta anos de trabalho. Representa o importante fato histórico das bandeiras, ocorrido em São Paulo nos séculos XVII e XVIII, valorizando a força dos bandeirantes paulistas, que desbravaram o sertão em busca de riquezas minerais e índios. Instalada no Ibirapuera, seguindo o sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior.

 

Monumento a Raposo Tavares – O maior dos bandeirantes, a quem o Brasil deve os tratos de terras dos estados do sul, é homenageado nessa escultura de Luigi Brizzolara, que fazia parte do Monumento a Olavo Bilac, e está no saguão do Museu do Ipiranga.

 

Monumento a Fernão Dias – Também fragmento do Monumento a Olavo Bilac, de Luigi Brizzolara, esta obra homenageia o bandeirante que ficou conhecido como o “caçador de esmeraldas”. Está instalada na área interna do Colégio Estadual Fernão Dias Paes, em Pinheiros.

 

Monumento a Borba Gato – Esta estátua monumental em mosaico de pedras de basalto e mármore colorido, foi criada pelo escultor Júlio Guerra e instalada em Santo Amaro. Genro de Fernão Dias, Borba Gato notabilizou-se nas expedições que atingiram os sertões de Sabará-buçu, em Minas Gerais, região rica em ouro.

 

Monumento ao Anhanguera – Esculpido em mármore na cidade italiana de Gênova, pelo escultor italiano Luigi Brizzolara. Instalado na Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, é uma homenagem a Bartolomeu Bueno da Silva, o descobridor das minas dos Goyaz. Diz à lenda que o bandeirante, vendo que esses índios usavam pepitas de ouro como adorno, para obrigá-los a revelar a localização das minas, ateou fogo à aguardente de um prato, ameaçando fazer o mesmo com as águas dos rios.Os Goyaz, aterrorizados, indicaram o caminho das minas, chamando o bandeirante de Anhanguera, o que significa “espírito do mal”.

 

Monumento a José Bonifácio – Obra do escultor Alfredo Ceschiatti instalada na Praça do Patriarca, retrata o paulista José Bonifácio de Andrada e Silva, que, como conselheiro do Imperador Dom Pedro I, ficou conhecido como o “Patriarca da Independência”.

 

Monumento à Independência – Obra de Ettore Ximenez, representa o grito da independência, ocorrido às margens do riacho Ipiranga. Erguido no próprio local onde D. Pedro I libertou o Brasil de Portugal, o monumento é composto de alegorias e da Capela Imperial, com a cripta e despojos de D. Pedro I e da Imperatriz Leopoldina.

 

Obelisco da Ladeira da Memória – Realizado por Daniel Pedro Muller em 1814, foi o primeiro instalado em São Paulo, e marcava o ponto de chegada dos tropeiros que vinham do sul.

 

A Mãe Preta – Obra de Júlio Guerra, é uma homenagem a todas as escravas que desempenharam o papel de amas-de-leite, de crianças brancas e pretas. Foi colocada no Largo do Paissandu, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, e tornou-se um dos mais importantes monumentos da cidade.

 

O Colhedor de Café – Obra de Lecy Beltran, instalada na Praça Luis Carlos Paraná, em Pinheiros, em homenagem aos trabalhadores das antigas plantações de café, na região.

 

Monumento ao Imigrante Italiano – Homenagem aos milhares de italianos que chegaram a São Paulo a partir de 1888. Em 1914 eles seriam 845.816 só na capital, e teriam importância fundamental na economia e na cultura local. Obra de Galileo Emendabili, instalada na Praça do Imigrante Italiano – Jardim Paulista.

 

Monumento ao Conde Francesco Matarazzo – Obra de autor desconhecido, instalada na Praça Souza Aranha, na Lapa. É uma homenagem ao imigrante italiano que fez fortuna em São Paulo, e teve grande importância no cenário da industrialização da cidade, no início do século XX. As Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo eram, na década de 30, o grupo industrial mais importante do Brasil.

 

Monumento a Carlos Gomes – Obra do escultor italiano Luigi Brizzolara, está instalado nas escadarias da Praça Ramos de Azevedo, ao lado do Teatro Municipal. É uma homenagem da colônia italiana radicada em São Paulo à cidade e ao Brasil, no Centenário da Independência. Representa o compositor paulista Carlos Gomes, e suas mais importantes óperas, compostas na Itália, dentre elas, “O Guarany”. Da comissão formada para erigir o monumento, faziam parte o Conde Francisco Matarazzo, o Conde Alexandre Siciliano, e representantes de vários bancos italianos.

 

Monumento aos 80 Anos da Imigração Japonesa – Obra de Tomie Ohtake instalada na Avenida 23 de Maio, representa as quatro ondas geracionais do imigrante e seus descendentes: os issei, os nissei, os sansei e os yonsei.

 

Monumento e Mausoléu ao Herói Constitucionalista de 1932 – Criado pelo escultor italiano Galileo Emendabili e executado com o auxílio do engenheiro Mário Pucci, no Ibirapuera. É uma homenagem aos heróis da Revolução de 1932, quando paulistas civis e militares que se opunham ao Governo Vargas, exigiam autonomia política e uma nova constituição. O estopim da revolução acontece no dia 23 de Maio, quando quatro estudantes morrem: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. As iniciais de seus nomes formam a sigla MMDC, que se transforma no grande símbolo da revolução.Em julho explode uma revolta e tropas federais são enviadas para conter a rebelião. As forças paulistas lutam até outubro, quando se rendem.

 

Monumento a Ramos de Azevedo – Obra de Galileo Emendabili, foi inicialmente instalado em frente ao Liceu de Artes e Ofícios, e transferido mais tarde para a USP. É uma homenagem ao engenheiro-arquiteto paulista Francisco de Paula Ramos de Azevedo, que, após estudar na Bélgica e criar importantes obras em Campinas, transferiu-se para São Paulo, onde realizou, entre outras, as seguintes obras: Secretarias de Fazenda e Agricultura, Teatro Municipal, Liceu de Artes e Ofícios (hoje Pinacoteca do Estado), Mercado Municipal, Palácio das Indústrias, edifício dos Correios e Telégrafos e Casa das Rosas. Ramos de Azevedo foi à figura de proa das transformações urbanísticas que sofreu São Paulo, que, da cidade colonial de arquitetura de taipa, transformou-se em uma metrópole de tijolos, com o estilo monumental e requintado da Belle Époque francesa.

 

Visitando esses monumentos, a Rosas de Ouro, com olhar atento, percebe a grandeza da história que eles perpetuam, e relembra a saga paulistana. Os Campos de Piratininga, onde viviam os índios tupiniquins, a fundação da cidade, as cenas históricas de que foi palco, os imigrantes que acolheu e a fizeram crescer, e sua transformação em metrópole requintada. Mais uma vez a Rosas de Ouro canta sua cidade: Dos Campos de Piratininga à Grande Metrópole, a História de São Paulo em Monumentos.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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