::.. CARNAVAL 2000 - G.R.C.E.S. FLOR DE VILA DALILA................................
FICHA TÉCNICA
Data:  06/03/2000
Ordem de entrada:  10
Enredo:  Um Canto de Brasilidade
Carnavalesco:  Hernani Siqueira
Grupo:  Acesso 2
Classificação:  3º
Pontuação Total:  201,0
Nº de Componentes:  1500
Nº de Alegorias :  4,
Nº de Alas :  16
Presidente:  Osmar Otoni de Menezes
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  Mestre Claudemir
Intérprete:  Daniel Beija-Flor, Beto Muniz e Nilson
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Claudio
Porta-bandeira:  Claudia
SAMBA-DE-ENREDO
VERSÃO ESTÚDIO

FLOR DA VILA DALILA

COMPOSITORES: FELIPIN/ NILTOM DA FLOR/ ZÉ PORTUGUÊS/ CAJÁ

 

"TERRA À VISTA"

ASSIM O NAVEGANTE DESCOBRIU

 

ESTE SOLO FASCINANTE

VERDE, AMARELO, AZUL-ANIL

 

EXISTE UM CORAÇÃO PULSANDO FORTE

DO OIAPOQUE AO CHUÍ

ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO

TERRA ABENÇOADA ONDE EU NASCI

"GIGANTE"

PELA PRÓPRIA NATUREZA

NUNCA VI TANTA BELEZA

FLORÃO DA AMÉRICA DO SUL

CANTA EM TEU SEIO A LIBERDADE

COM A MESMA SIMPLICIDADE

COMO CANTA O UIRAPURU

 

EU SOU TUPINIQUIM, DE FATO

SOU BRANCO, EU SOU NEGRO, EU SOU MULATO

 

MINHA CULTURA VEM DESSA MISTURA

DO ERUDITO AO POPULAR

VOU JOGAR CAPOEIRA

E BRINCAR CARNAVAL

UMA NOVA ERA PRINCIPIA

E ANUNCIA, UM AMANHÃ BEM MELHOR

O TEMPO ME DEU SABEDORIA

TENHO A ESPERANÇA

NA PALMA DA MINHA MÃO

SÃO AS CRIANÇAS, O FUTURO DA NAÇÃO

 

AO SOAR DOS TAMBORINS (FOI ASSIM)

QUE A MINHA FLOR SURGIU

CANTANDO BRASILIDADE

ENCANTANDO ESTA CIDADE

OH! PÁTRIA AMADA BRASIL.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor: Hernane Siqueira

 

PROPOSTA

Prestes à comemoração dos 500 anos do Brasil, a Flor foi buscar nas raízes desse gigante, um canto de amor, amor à Nacionalidade Verde-Amarela, um canto em poesia, para louvar suas belezas naturais, a formação de seu povo, suas culturas miscigenadas e acima de tudo a força daqueles que souberam conquistar com "Braço Forte", seus ideais, e que na entrada do novo milênio, as esperanças se renovarão e poderemos cantar aos mais altos sons, que:

"Entre outras mil,

és tu, Brasil,

a nossa Pátria Amada."

APRESENTAÇÃO

O enredo segue seu desenvolvimento dividido em setores, são eles:

1º Setor - Terra Brasilis

2º Setor - Formação Étnica

3º Setor - Aquarela Cultural

4º Admirável Mundo Novo, O País do Terceiro Milênio

1º SETOR - TERRA BRASÍLIS

... Terra à Vista... E tudo começou.

"Iluminado ao sol do novo mundo" foi feita a descoberta deste solo, a terra dos papagaios, um paraíso Tupiniquim. A grandiosidade de suas matas e florestas, sua fauna e flora de rara beleza. Mal sabia Cabral que abaixo do Equador, não existiria pecado, mas sim um "Gigante deitado em berço esplêndido", "Ao som do mar e a luz do céu profundo". A grandeza de suas belezas e riquezas naturais, que do Oiapoque ao Chuí, fizeram o Velho Mundo se render aos seus encantos.

2º SETOR - FORMAÇÃO ÉTNICA

"O Brasil, tem a forma geográfica de um coração, e todo brasileiro tem este coração."

Ao longo dos dez dias que passou no Brasil, a armada de Cabral tomou contato com mais de 500 nativos. Eram, se saberia depois que seriam Tupiniquins (uma das tribos Tupi-Guarani), e descobriram que a terra já tinha dono, os índios, os primeiros habitantes. Mais tarde seguindo o mesmo sistema de colonização dos Açores, na Ilha da Madeira e nas Canárias, D. João III autorizou a implantação de capitanias, propiciando assim a formação colonial.

Quando os portugueses iniciaram o cultivo da cana de açúcar, tentaram escravizar os índios, mas estes se revoltaram, no entanto, foi dado início ao tráfico de escravos africanos. Deste ponto se deu início à miscigenação étnica, o Brasil das três raças.

3º SETOR - AQUARELA CULTURAL

Da fusão das raças formou-se um panorama cultural bem amplo e diversificado, assim nasceu uma cultura espontânea, vindo e fundindo-se das raízes de cada nação. Dentre a contribuição do índio, muito dos alimentos que utilizamos foram cultivados primeiro por eles, como a mandioca, o milho, o feijão, o abacaxi e a banana, dentre outros, o preparo e o plantio do solo, as casas pau-a-pique, as redes tão usadas no Nordeste Brasileiro, também as jangadas (Igaras) e as canoas (Ubás). Alguns de nossos instrumentos musicais, como os tambores (guaráras) e as flautas de osso (Inubia). E os chocalhos (maracás). Da religião indígena, o folclore brasileiro conserva muitas crenças e histórias, entre elas:

- Boitatá (cobra de fogo, que castiga quem põe fogo nas matas).

- Curupira (anão que assobia nas matas, fazendo caçadores perderem os caminhos).

Os índios são mestres do artesanato, da palha, do bambu e da cerâmica.

A cultura trazida pelos portugueses foi dominante, a língua oficial é o português, a religião católica foi oficial até 1889. Adquirimos também a tradição dos festejos populares como a festa do divino, de reis, festas juninas e as folias carnavalescas. Sofrendo influências de negros e índios, originou-se nosso carnaval e o nosso samba.

Em muitos aspectos o negro influenciou a cultura popular brasileira, como os vários pratos típicos da culinária baiana, entre eles o vatapá e o acarajé, assim como as cocadas, os doces e os quindins. Os instrumentos musicais que vieram da África, como os atabaques, agogôs, berimbaus e tamborins influenciaram os gêneros musicais totalmente brasileiros, entre eles destaca-se os lundus, música de carnaval, marchas, maxixes e nosso samba. Da mesma forma, certos ritmos de dança receberam influência africana, como maracatu, as congadas e cavalhadas, e o bumba-meu-boi, miscigenado em várias regiões do nordeste. Embora fossem obrigados a seguir a religião católica, os negros não deixaram seus rituais. Dessa forma, suas crenças religiosas se misturaram ao catolicismo, formando o que se chama "Sincretismo Religioso". As divindades da natureza ou seja, os Orixás, foram identificados com os Santos Católicos.

A cultura erudita ou de elite, surgia em meio às dificuldades raciais, porém as manifestações culturais, baseadas nos aspectos de nossa origem desencadearam. Da modinha dos portugueses, dos rituais indígenas e dos batuques africanos vimos a formação da música popular brasileira, citados em verso e prosa na Aquarela do Brasil de Ari Barroso.

Em fevereiro de 1922, durante as noites de 13, 15 e 17 aconteceu o maior movimento artístico do Brasil, foi sem dúvida, o maior, a cultura estava estagnada, começava a semana de Arte Moderna em São Paulo. Os modernistas descobriram o Nordeste, a Amazônia, o Sul, cultuaram o folclore e valorizaram o Barroca Nacional. O mundo viu, músicos, atores, escultores, pintores, poetas e compositores, transformando conceitos sociais e mostrando o jeitinho que só o brasileiro tem.

Sob a influencia do jazz nasceu a Bossa Nova, e para expressar todos os valores, sem preconceito, veio a Tropicália, depois vieram os festivais, "E Para Não Dizer Que Não Falei das Flores" de Geraldo Vandré, foi a música que marcou o início do movimento.

4º SETOR - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, O PAÍS DO TERCEIRO MILÊNIO

Fechando com chave de ouro, depois de ter viajado aos nossos valores culturais, surge a grande mensagem, para o início do novo milênio, de um país "Gingante Pela Própria Natureza", "E que o futuro espelha a sua grandeza, de um Brasil, que o amor eterno seja símbolo" e que tenha em suas crianças a inocência e a esperança de um país mais justo e civilizado, e que os nossos idosos possam glorificar sua experiência na construção da Redescoberta do Brasil, pois, "Verás que um filho teu não foge à luta" e que "O sol da liberdade, em raios fulgidos, brilhe no céu da pátria nesse instante", para os filhos deste solo que tu és mãe, orgulhe-se de tua bandeira e enalteça teus valores, "Pátria Amada, Brasil".

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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