::.. CARNAVAL 2023 - G.R.C.E.S. NENÊ DE VILA MATILDE................................
FICHA TÉCNICA
Data:  19/02/2023
Ordem de entrada:  1
Enredo:  A Nenê anuncia... Faraó Bahia
Carnavalesco:  Fábio Gouveia
Grupo:  Acesso 1
Classificação:  não consta
Pontuação Total:  não consta
Nº de Componentes:  não consta
Nº de Alegorias :  ,
Nº de Alas :  não consta
Presidente:  Rinaldo Andrade - "Mantega"
Diretor de Carnaval:  Bruna Moreira
Diretoria de Harmonia:  Rodrigo Oliveira
Mestre de Bateria:  Mestre Matheus Machado
Intérprete:  Agnaldo Amaral
Coreógrafo da Comissão de Frente:  Fábio Rocha - "Sorriso"
Rainha de Bateria:  Gabriela Ribeiro
Mestre-Sala:  Cley Ferreira
Porta-bandeira:  Thayla Trentin
SAMBA-DE-ENREDO


No h contedo para este opo.


SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autores: Diego Araújo, Fábio Gouveia e Márcio Telles

JUSTIFICATIVA

 

É carnaval!

A águia altaneira outra vez prepara seu voo majestoso! Pede licença e evoca os
deuses ao som de tambores de ancestralidade pulsante e viva. Roga a Olódùmarè as
bênçãos, para que, na plenitude das luzes deste palco popular, mais uma vez ela seja
símbolo da resistência da cultura afro-brasileira.

O quilombo azul e branco, nosso lugar sagrado de luta e resistência, abre suas
portas para receber o axé da Bahia. É aqui neste chão, onde os ancestrais bailam suas
coisas tão puras, que a manifestação da alegria traz o balsamo que cura as dores. É
aqui neste chão, onde se encontrarão a Bateria de Bamba, o Olodum, o Ilê Aiyê e os
Filhos de Gandhi que faremos a festa. E desta forma, o Grêmio Recreativo Escola de
Samba Nenê de Vila Matilde, misturando culturas nesse caldeirão efervescente de
arte foliã, com imensa alegria, anuncia: FaraóBahia!

Para o Carnaval 2023, este pavilhão bordado por mãos pretas, se orgulha em
mais uma vez reafirmar seu compromisso com a negritude. Para isto, toma como
inspiração da criação de seu enredo o grande sucesso musical chamado “Faraó,
Divindade do Egito”, composição de Luciano Gomes vencedora do concurso de
samba-tema do bloco afro Olodum para o Carnaval de 1987. É válido salientar que a
canção ilustrava a apresentação “Egito dos Faraós” — tema do bloco soteropolitano —
e através de sua letra e melodia, celebrava os laços culturais que unem Brasil e Egito.
Fabulosamente os signos de ambas culturas se fundiram pelas ruas da capital baiana,
cabelos trançados e turbante dos faraós. Túnicas e abadás. Suor e sorriso.

Em cortejo popular o povo matildense se manifestará. Mistura Vila Matilde e
Salvador. Orixás e divindades faraônicas. Uma só verdade, um só coração. Tal qual a
união das palavras Faraó e Bahia no título do enredo, que uma vez unidas, não mais
se separam. E outra vez, o povo negro pede igualdade, fazendo o povo cantar:

“Eu falei Faraó!
Ê, Faraó!
Eu clamo Olodum Pelourinho
Ê, Faraó!
Que mara, mara, mara, mara maravilha, ê!
Egito, Egito, ê!”

 

SINOPSE DO ENREDO

A Nenê anuncia!

FaraóBahia, a conclamação dos deuses negros do Egito!

Olódùmarè, abra as portas da Bahia ao tempo antes de tudo. Negro cosmos
antecessor das estrelas, o silêncio universal. Principia a luz ao som do tambor. Olodum.
Deus dos deuses. Faz ressurgir a grande ave que encerrou o silêncio, voou ao infinito e
se transformou no éden solar. Mito ou utopia. Epopeia da criação dos deuses egípcios.
Predominante esquema mitológico. O céu inefável onde moram as estrelas e a terra
agradável onde habitam os viventes.
Toca o Olodum. Evocando o poder d’África ancestral. Escreve o teu legado, leva
o teu nome. Voz, referência e vibração. Faz do sol do Egito o sol da Bahia. Reluz, ilumina
essas ruas, casarões e toda gente. Coisas de magia que unem as divindades, mistura
de culturas. Onde a águia faz o voo na imensidão azul. Eis o som que nos conduz, a
razão que nos guia. Assentamento do trono das pretas verdades.

 

O negrume da noite que impulsiona as revoltas! Despertai-vos!

Bahia das etnias, línguas e cantorias. Boca que não cala. Terreiro, chão e poeira
que levanta. Erguem-se as cabeças, pois a negritude persiste e resiste. Revolta-se
contra aquilo que maltrata e humilha: lavoura e açoite. E o sangue derramado, pisado,
será honrado. Libertando-se das correntes e grilhões. Outra vez resiste e segue na luta.

É negra a voz que acende a chama e forja um território livre. Búzios e palhas
vestem a liberdade. Rebeldia, insurreição e insubmissão. Ponteira de aço. De todos os
santos e os heróis da revolução. Caboclos e guias. Raiz de tronco forte, baianidade,
plural e miscigenada.

 

A mãe baiana que faz Aiyê de Paz e Igualdade

Por estas ladeiras, as pedras pisadas são marcas da história. Quem sobe cada
uma delas entende a força que a negritude tem. Lá no Curuzu, onde o ponto foi firmado,
a vida ganha novo sentido. Se arma de saber, conhecimento, vontade. Casa de negro,
casa da terra. Acarajé, milho branco e pipoca. Força para alma. Ilê Aiyê de preta atitude.

Ê baiana! Mãe preta que distribui o seu axé. Hilda Jitolu, sob teus olhos graciosos,
abre os caminhos, veste o povo de rei e rainha. Honra e glória aos antepassados.
E faz bloco afro para tomar as ruas. Empodera as belezas africanas. Torso e pano da costa.
Negras perfumadas. Deusa do Ébano. Alfazema e alecrim. Para dar um “xêro” bom e
fazer um dengo. Obaluaiê, patrono da fé, deixa o Ilê passar. Adupé!

 

A felicidade quando o Carnaval chegar!

Exú reúne a patuscada. Despacha a intolerância. Purifica as ruas, avenidas,
becos e vielas. Vai à frente de guarda do povo preto. Quando se afinam os tambores,
esticam-se os couros, as mãos que conduzirão essa jornada de alegria são abençoadas.

Tocam os clarins de Gandhi. Ruflam brancas asas da liberdade. Pretos de vestes
alvas pelas ladeiras. O Senhor do Bonfim e Oxalá estendem o alá que ameniza as dores.
E mandam chamar! Do céu, as bênçãos das santidades para a anunciação. Descem do
alto da colina. A pé, o povo vem! Na terra, é carnaval! Ajayô!

Ecoa o canto da feliz cidade! Ê Salvador! A Vila Matilde chega para festejar no
Pelô. Ao invés de cabelos trançados, tal qual no dia de glória, vestimos turbantes de
Tutancâmon. Acendendo a chama da paz, candeeiro da memória. Enfeitados com figa
de guiné e balangandãs. Erguemos o punho cerrado! Presença forte, dizem os búzios
da sorte.

E a Nenê mistura: Sagrado e profano. O culungundum e a batucada. Samba e
axé. Faraó e Bahia. Africanidades de lá e de cá. Pertencimento de todos nós. “Alma de
todo povo brasileiro, sempre irreverente e criador.” E ao desfilar sua mais pura
identidade, o povo matildense outra vez se agiganta. A Zona Leste ergue seu pavilhão,
o maior porta-voz da negritude no chão da pauliceia. Vanguarda da arte, fundamento de
Alberto Alves, farol a iluminar este canto que ecoa:

“Ê faraó!
Que mara, mara, mara, maravilha ê!
Egito, Egito ê!”

“O grito da vitória é o que nos satisfaz!”
“… minha querida, Nenê!”

Axé!

 

Referências Bibliográficas

LESKO, Leonard H. Cosmogonias e Cosmologia do Egito Antigo.
As religiões no Egito antigo. et all. 2002.


Sites Consultados

“Faraó 30 anos: Análise estético-histórica da canção que mudou o Carnaval”.
Disponível em http://bahia.ba/entretenimento/farao-30-anos-analise-estetico-historicada-cancao-que-mudou-o-carnaval/
Acesso em: 03 de junho de 2022.
“Deuses Egípcios – Cosmogonia”. Disponível em https://antigoegito.org/deusesegipcios/
Acesso em: 03 de junho de 2022.
“Olodum – O Bloco”. Disponível em
http://www.pelourinhodiaenoite.salvador.ba.gov.br/olodum/ acessado em 05 de junho de 2022.
Ilê Aiyê. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/grupo636197/ileaiye. Acesso em: 05 de junho de 2022. Verbete da Enciclopédia.

 

Músicas Consultadas

“Faraó – Divindade do Egito” – Autor: Luciano Gomes
“Voei, Voei! Na Vila aportei, onde me deram uma coroa de rei” – Autores:
Santaninha, Baby, Clóvis e Rubens Gordinho.
“Água de Cheiro” – Autores: Gilson Silva e Guiga de Ogum
Créditos do Enredo / Carnaval 2023
“FaraóBahia”

FANTASIAS


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