::.. CARNAVAL 1996 - G.R.B.C. NIÁGARA................................
FICHA TÉCNICA
Data:  18/02/1996
Ordem de entrada:  1
Enredo:  A Influencia da Cultura Negra no Brasil
Carnavalesco:  não consta
Grupo:  BLOCOS - Espera
Classificação:  Desclassificada
Pontuação Total:  - - -
Nº de Componentes:  350
Nº de Alegorias :  1,
Nº de Alas :  7
Presidente:  Soraya Marques
Diretor de Carnaval:  não consta
Diretoria de Harmonia:  não consta
Mestre de Bateria:  não consta
Intérprete:  Benedito de Mauro Camargo
Coreógrafo da Comissão de Frente:  não consta
Rainha de Bateria:  não consta
Mestre-Sala:  Não Possui
Porta-bandeira:  Sonja Correa Marques
SAMBA-DE-ENREDO

UNIDOS DE VILA MARIA
COMPOSITORA: SORAYA MARQUES

 

MAIS UMA VEZ ESTOU EM FESTA

É CARNAVAL QUE LEGAL

ALEGRIA ME EMBALA, SOU O BLOCO NIAGARA

QUE SENSACIONAL

 

VINDO DA ÁFRICA DISTANTE

O NEGRO CHEGOU AO BRASIL

TRAZENDO CRENÇA E TRADIÇÕES

GLÓRIA A ESSE POVO VARONIL

TROUXERAM UMA LINDA CANÇÃO

NA DANÇA FAZ MEU CORPO GINGAR

DESTACARAM-SE NO ESPORTE E NO FUTEBOL FAZ VIBRAR

 

BATE ATABAQUE, AGOGÔ E O GANZÁ

ESSE SAMBA TEM MAGIA E A PROTEÇÃO DOS ORIXÁS

 

NA COZINHA UM BOM TEMPERO

É SABOROSO VATAPÁ E ACARAJÉ

BANHO DE CHEIRO, ERVAS SAGRADAS, ARRUDA E GUINÉ

TALHANDO ARTE NA ARGILA E NA MADEIRA

OS TECIDOS ESTAMPADOS, PILÃO, COLHER DE PAU E A PENEIRA

 

HOJE O BLOCO NIAGARA COM RAZÃO

CANTA EM LOUVOR A RAÇA NEGRA

SEM PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO.

 

SINOPSE DO ENREDO
O Grêmio Recreativo
Autor:

 

O Brasil não é como desejam os ideólogos das classes dominantes, um país branco, europeizado, mas um país essencialmente mestiço, com uma grande população negra e uma cultura em grande parte influenciada por suas origens negras e indígenas.

Do ponto de vista étnico, grande parte da população brasileira e negra, mulata - mestiça do negro com o branco; e cafuza - mestiça do negro com o índio. Há uma grande concentração de negros e de mestiços com sangue negro nas áreas em que houve, nos períodos colonial e imperial, maior concentração de escravos devidos a intensa atividade econômica voltada para a exportação.

Após a abolição, os negros e seus descendentes, atraídos por melhores oportunidade de trabalho, migraram para diversas partes do país, sendo encontrados até em áreas de domínio da colonização européia e japonesa dos séculos XIX E XX.

A influência da cultura negra no Brasil, é grande e expressiva na música, na dança, no esporte, na religião, nos instrumentos musicais, na alimentação, nas ervas, nos utensílios, etc...

Com o samba, o blues, a grande influência negra. Os maiores espetáculos do carnaval, a maior festa do nosso país, são elaborados grande parte por negros e mulatos, e os desfiles feitos pelas escolas de samba glorificam a raça negra, a sua contribuição à civilização brasileira.

Na dança, também é muito grande a influência negra como: o samba no pé, a gafieira, o jongo, o caxambu, o frevo, a congada, o maracatu, o bumba-meu-boi, a dança afro que fazem parte do folclore brasileiro; E também o funk, o rap e o break, influencia do negro americano.

Por ser uma raça resistente, os negros tem grande destaque nas diversas competições esportivas como: nas maratonas, salto triplo, etc... destaque especiais para o basquete americano, onde a maioria dos jogadores são negros. E também o futebol, cujo seu rei é negro, o Rei Pelé.

Na religião a sua influência se manifesta através dos Orixás, deuses africanos que os negros associavam com os santos das igrejas católicas. Com isso, é comum que pessoas sejam ao mesmo tempo católicas e membros de seitas africanas (umbanda e candomblé), como é a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim da Bahia, que se realizam através de um ritual bastante africanizado.

Também nos instrumentos musicais, os negros dão sua contribuição, principalmente nos instrumentos de percussão, usados nas baterias das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos. Destaque para o atabaque, que tem o som tipicamente africano, juntamente com o ganzá e agogô.

Há também o berimbau, instrumento tocado para jogar capoeira. A capoeira é um jogo que envolve todo o corpo, principalmente as pernas, que servia como defesa pessoal dos negros, chegando até mesmo a matar o inimigo.

Hoje a capoeira que também faz parte do folclore brasileiro às vezes é encarada como dança.

Na culinária a influência negra também se faz notar. Em algumas regiões brasileiras a alimentação no uso de óleo como dendê ou no excesso da pimenta e de condimentos orientais bem ao gosto dos africanos. Da África vieram alimentos antes desconhecidos no Brasil e hoje de grande aceitação pela maioria da população.

A cozinha baiana com suas comidas típicas resulta de uma forte influência africana; o vatapá, caruru, acarajé, canjica, a banana, o inhame e o cara de São Tomé.

Um dos costumes que os negros também trouxeram foram as ervas que eram usadas como tratamento medicinal. Os negros cultivavam-nas como se fossem algo muito valioso e sagrado são: arruda, guiné, comigo ninguém pode, alecrim, manjericão, etc...

Na arte os negros trouxeram, as carrancas, as máscaras aonde dão um colorido todo especial. Os enfeites como búzios, plumas, miçangas.

Esculturas, potes, moringas feitas de argila, na madeira faziam lindos trabalhos artesanais.

Os negros usavam cascas de árvores para colorir os tecidos, hoje a razão dos tecidos estampados, sendo os que vem da África os mais belos.

No uso e costume, trouxeram utensílios como: colher de pau, pilão, panelas de barro e ferro, a palha da costa na confecção de chapéus, cintos esteira, enfeites e a peneira.

Há também alguns amuletos trazidos pelos negros, o patuá, a figa de guiné, a fitinha colorida destinada a cada santo protetor usada no punho, etc...

Essa conotação africana influência até na linguagem, na forma de falar o português no Brasil, manifesta através da colocação e utilização de diminutivos pronomes e de uma série de atentados a sintaxe portuguesa ortodoxa.

Hoje um grande interesse se desperta pelo estudo de línguas africanas de maior difusão como o Iorubá falado na Nigéria.

Apesar de numerosos estudiosos afirmarem que o Brasil é uma democracia racial e que os preconceitos raciais não existem aqui, sabemos que há um forte preconceito contra os negros e mulatos com um maior percentual de sangue negro.

O negro e sua cultura foram se evoluindo a dada dia, muitos negros enfrentando barreiras a ferro e fogo, se conscientizaram do direito de ter seu espaço dentro da sociedade.

Hoje 500 anos depois da morte de Zumbi, nos orgulhamos de ter tido pessoas iguais a ele como: Henrique Dias, Chico Rei, Anastácia, Luiz Maria, João Candido, Luiz Gama, Maria Firmina, José do Patrocínio, Lima Barreto, Cruz e Souza, Teixeira Souza, André Rebouças, Teodoro Sampaio, Esmeraldo Tarquino, Candeia, Geraldo Filme, Solano Trindade, Clementina de Jesus, e outros como: Pelé, Martinho da Vila, Alcione, Vital Noiasco, Tereza Santos, Benedita da Silva, Zezé Mota, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Antonio Pitanga, Raquel Trindade, etc...

Temos também as Entidade de Movimentos Negro por todo Brasil, Grupos de dança Afro, Blocos e Bandas Afro, destaque para os Filhos de Ghandi, Banda Olodum, Bloco Ile Aye da Bahia.

Bahia... Estado brasileiro que tem a maior população negra.

Axé ao Bloco Niagara.

Axé raça negra.

 

FANTASIAS


No h contedo para este opo.



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