
Almir Guineto, grande entidade do samba em todo o Brasil, legítimo do batuque do Morro do Salgueiro.
Nasceu em casa de bamba, filho de Dona Fia, figura ancestral do Samba, fundador do Salgueiro e costureira de mão cheia. Almir Guineto foi diretor de bateria do Salgueiro durante 15 anos e passou o bastão para seu irmão Mestre Louro do Salgueiro, um dos mestres mais conceituados da historia do Rio de Janeiro.
Lá vem Almir, dos Batuques autenticos dos terreiros de Samba e dos ensaios da sua escola de coração, onde aprendeu bastante com antigos sambistas de verdade, aqueles que dançavam, tocavam e escreviam sambas de enredo, sambas de terreiro (Samba de Quadra) e iniciador do pagode. No profissionalismo, iniciou sua carreira no grupo Originais do Samba.
Figura destacada dos pagodes do Cacique de Ramos, onde introduziu o Banjo com braço de cavaquinho e foi um dos fundadores do grupo “Fundo De Quintal”, naquelas feijoadas marcantes de baixo da tamarineira, onde nos anos 80 juntou-se a Bira Presidente, Ubirany, Sereno, Neoci, Sombrinha e Jorge Aragão.
Em 1979 foi para São Paulo mais uma vez integrar o grupo “Originais do Samba” como cavaquinhista, que estava desenvolvendo um trabalho.
Em Sampa passou boa parte de sua vida onde fez muitos amigos e despontava como o “Rei do Pagode” divagando pelas noites paulistanas.
De volta ao Rio de Janeiro, iniciou sua carreira solo com sambas de verdadeiros sucessos como: Saco Cheio, Mordomia e daí consolidando-se como o verdadeiro Rei da era do Pagode. Dominou as plateias brasileiras comandando o pagode país afora no auge do movimento, tendo nada mais nada menos que “Zeca Pagodinho”, Jovelina Perola Negra, Beth Carvalho e o Próprio Fundo de Quintal, como companheiros de Bandeira se tornou o compositor predileto de Beth Carvalho que gravou dezenas de suas músicas que estã até hoje na boca do povo.
Seus primeiros grandes sucessos : Mel na Boca, Insensato Destino, Conselho, Caxambu, entre tantos outros.
Poeta do Samba nasceu no Rio Janeiro, correu o Brasil inteiro e exterior, mas tinha grande admiração por São Paulo onde fez grandes shows, rodas de samba, grandes eventos como Virada Cultural e outros.
Vamos recordar no Carnaval 2020, um sonho de um amigo que passou a admirá-lo pelo seu talento e humildade e com sua generosidade, ele abre o palco para seus amigos, parceiros, companheiros de pagode e a todos que ele amava.
A Festa não poderia ser em outro lugar, a não ser na avenida e não em outra data, e sim no Carnaval.
Um Rufo de Bateria, Sapucada! Porque vem aí Almir Guineto, de braços abertos com a Escola de Samba Combinados de Sapopemba.
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