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Boa noite, minha gente, escuta o cordel
A saga da Nau Catarineta
Rasgando o infinito sob o manto do céu
Na fúria da tormenta inquieta
(Ôôô...) Sete anos cortando a escuridão
(Ôôô...) À deriva no peito do mar
(Ôôô...) No velho oceano o medo rondava
Tentando a esperança afogar
Pirata e monstro surgiam além
Mas quem nasce valente não teme ninguém
A dor faz do homem guerreiro e condutor
A estrela que guia o navegador
A fome chegou trazendo o desespero
No alto do mastro surgiu o nevoeiro
Promessa de ouro tentando seduzir
Mas a fé do meu comando não vai cair
Na escuridão do oceano profundo
O capitão não se entregou
Prefere as águas do fim do mundo
Do que negar seu Criador
De joelhos, a tripulação
Fez da fé sua direção
E o mal se curvou derrotado
Diante da força da oração
Veio o manto sagrado alumiar
Nossa Senhora da Guia a salvar
E a Nau encontrou seu destino
Nas areias do chão nordestino
Quem é da Morada não teme a maré
Sustenta o balanço da Ritmo Puro
Iça a bandeira do Nordeste brasileiro
A Mocidade vai navegar o mundo inteiro.
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