A cor de Deus quem sabe diz
Reflexão no meu país
Afro-Brasil, antes que tarde
Rosas de Ouro luta pela igualdade
África eterna mãe da pele negra
Viu seus filhos seqüestrados à tristeza
Família, riquezas,nobreza
Deixadas para traz
Quem partiu, até nunca mais
Jogados nos porões dos navios
A escravidão conduz o destino
No mar imensidão de sofrimento
O canto traduz o lamento
Humanos viram mercadorias
Condenados pela melanina
Acorrentado o negro descobriu
Nova morada, pátria amada Brasil
E o berço Afro, enfraquecido sucumbiu
Produziram as riquezas desse chão
Do reinado da cana à corrida do ouro
Sem desfrutar de nenhum tesouro
Fecundaram e enriqueceram
A língua e a cultura brasileira
O sonho de liberdade resistiu
Alimentado no Quilombo viril
Vem o preconceito nas asas da abolição
Na sociedade persiste a exclusão
Hoje, em nome do mundo
Apele “Azul e Rosa” te pede perdão
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